Política | 28-04-2026 19:27

Falta de recursos humanos marca discurso de João Nicolau no 25 de Abril

Falta de recursos humanos marca discurso de João Nicolau no 25 de Abril
Foto: CM Alenquer

Presidente do Município de Alenquer, João Nicolau, alertou no seu discurso do 25 de Abril para o impacto do chumbo do mapa de pessoal nos serviços municipais. Assembleia municipal alusiva à data contou com a intervenção de autarcas de todos os partidos.

O presidente do Município de Alenquer, João Nicolau (PS), salientou a carência de recursos humanos na câmara, nomeadamente nas áreas operacionais, auxiliares escolares e agentes de protecção civil, no discurso na assembleia municipal, alusivo às comemorações do 25 de Abril.
O edil sublinhou que o chumbo do mapa de pessoal deste ano, por parte dos vereadores da oposição, vai condicionar a melhoria dos serviços municipais, da resposta aos munícipes e o desenvolvimento do território. “Da nossa parte não vamos desistir”, disse, lamentando ainda o milhão e meio de euros do Governo para fazer face aos estragos das intempéries, afirmando ser muito menos do que o esperado.
Sem maioria absoluta, João Nicolau referiu que não encara isso como obstáculo. “Num executivo sem maioria, governar é a arte de construir pontes onde muitos veem muros. As boas ideias não têm cores partidárias e o interesse de Alenquer está acima de qualquer sigla. Tenho mostrado abertura para recolher contributos”, garantiu.
O arranque da cerimónia deu-se com o içar das bandeiras na varanda dos Paços do Concelho, ao som da Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Alenquer, seguido de um desfile de motas pelos Tigres da Estrada.
No Salão Nobre, intervieram todas as forças políticas com assento na Assembleia Municipal de Alenquer.
O primeiro a discursar foi o presidente da assembleia municipal, Luís Rema, que considerou legítima a desesperança de muitos portugueses que acham que Portugal devia ser hoje muito melhor. “O SNS não consegue satisfazer as necessidades básicas, há falta de habitação a preços justos, em vez de preços e rendas que são autênticos roubos para as famílias, há uma escalada de preços da alimentação, justiça lenta e nem sempre justa, contribuindo para níveis elevados de corrupção e uma desigualdade social preocupante. É momento de exigir mais deveres em vez de direitos, mais justiça social e melhores resultados para as pessoas. Apesar de tudo, se confrontarmos pessoas das décadas de 30 e 40, dizem que hoje há dificuldades, mas antes havia miséria”, disse.

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