PSD alerta para aumento da criminalidade em Azambuja e acusa PS de falta de liderança
Criminalidade subiu no concelho de Azambuja que, segundo o PSD, tendo por base o Relatório de Segurança Interna, apresenta uma taxa de 48,3 crimes por mil habitantes. PS imputa responsabilidades ao Governo e GNR.
O PSD de Azambuja acusou, na última reunião pública do executivo da Câmara de Azambuja, a maioria PS/CDU de falta de liderança na resposta aos problemas de segurança no concelho, depois de os dados do Relatório Anual de Segurança Interna de 2025 apontarem para um aumento de 2,9% da criminalidade entre 2023 e 2025. A crítica foi deixada pela vereadora Margarida Lopes, na reunião de câmara de 28 de Abril, onde defendeu que Azambuja é o único concelho da região analisada onde a criminalidade subiu, apresentando uma taxa de 48,3 crimes por mil habitantes.
Margarida Lopes afirmou que o PSD tem vindo a alertar, desde Maio de 2024, para o agravamento da insegurança, alertas que, segundo a vereadora, foram desvalorizados pelo presidente da câmara, Silvino Lúcio. “Todos os concelhos à nossa volta melhoram. Azambuja piora”, afirmou, acrescentando que, num concelho pequeno, o problema “não é apenas a dimensão da criminalidade”, mas também “a dimensão da falta de liderança”.
A vereadora social-democrata voltou a defender medidas como a realização de um estudo para criação de uma Polícia Municipal, a instalação de videovigilância, a concretização do novo quartel da GNR em Aveiras de Cima, o estudo de um posto da GNR no Alto Concelho e uma posição mais exigente da autarquia junto do Governo para reforço dos meios da guarda.
A maioria respondeu pela voz de Ana Coelho (PS), que considerou necessário detalhar os números antes de tirar conclusões políticas. A eleita sublinhou que um aumento percentual pode resultar de situações pontuais, como crimes que não existiam nos anos anteriores, defendendo que é preciso perceber que tipo de ocorrências explicam os 2,9%. Ana Coelho recusou que esteja em causa falta de liderança municipal e apontou responsabilidades ao Governo, nomeadamente na falta de avanço do quartel da GNR e no reforço de efectivos.
Também o vice-presidente António José Matos (PS) rejeitou que a câmara possa ser responsabilizada por tudo o que diz respeito à criminalidade. Admitindo que há problemas, disse não sentir insegurança no concelho e defendeu que cabe ao Governo e à GNR garantirem mais meios para Azambuja. O autarca disse ainda ser favorável a um quartel no Alto Concelho.
Margarida Lopes contrapôs que o PSD já levou à Assembleia da República, a 17 de Abril, um pedido de ponto de situação sobre o novo posto da GNR. Sobre o Conselho Municipal de Segurança, criticou atrasos na sua constituição. A maioria respondeu que o conselho está constituído, devendo tomar posse em breve.


