Política | 02-05-2026 18:00

25 de Abril evocado em Torres Novas com pluralidade e “responsabilidade que une todos”

25 de Abril evocado em Torres Novas com pluralidade e “responsabilidade que une todos”
José Trincão Marques - foto O MIRANTE

Sessão assinalou Revolução dos Cravos em Torres Novas, com discursos a evidenciar a pluralidade política mas a convergir nos valores e conquistas de Abril. Pedro Natal da Luz, deputado constituinte e primeiro presidente da Câmara de Torres Novas eleito democraticamente, foi homenageado pela sua presença.

Na sua primeira intervenção como presidente da Câmara de Torres Novas numa sessão solene comemorativa do 25 de Abril, José Trincão Marques (PS) sublinhou que o 25 de Abril “não é apenas um acontecimento do passado”, mas “um marco fundador” e uma “responsabilidade que une todos”, que continua a orientar o presente e o futuro. A Revolução dos Cravos foi lembrada como o momento em que Portugal recuperou a liberdade e abriu caminho à construção de uma sociedade democrática, depois de décadas de ditadura.
A Constituição da República Portuguesa foi apresentada como a concretização jurídica do espírito de Abril, ao consagrar os princípios fundamentais do regime democrático em vários discursos. O presidente da Assembleia Municipal de Torres Novas foi um deles. Pedro Ferreira (PS) defendeu também que a memória da Revolução dos Cravos não pode ser tratada como um ritual gasto, mas como uma responsabilidade colectiva que deve continuar a formar cidadãos e a envolver os mais jovens na vida democrática.
Francisco Valente (JSD) em representação do PSD, num discurso voltado para a juventude, lamentou que muitos, como ele, não encontrem em Torres Novas oportunidades para concretizar os seus projectos de vida. Também André Vieira, do PS, lembrou os “jovens que têm sonhos, mas sentem que estão cada vez mais difíceis de alcançar”.
Pelo Chega, Susete Faleiro disse que a “democracia é ouvir as pessoas e respeitar quem pensa diferente” e destacou que não se pode celebrar Abril sem lembrar o 25 de Novembro de 1975. Pelo CDS, Nuno Cruz alertou para “dificuldades estruturais” no Serviço Nacional de Saúde que enfrenta “listas de espera prolongadas e carências profissionais”. Margarida Figueira, do Movimento P’la Nossa Terra, lembrou torrejanos como Marias Lamas, “das vozes mais firmes contra a opressão”, e o general Humberto Delgado. Ana Besteiro (CDU) e Diogo Gomes (BE) aproveitaram para criticar o pacote laboral, considerando-o um retrocesso nos direitos dos trabalhadores.

Pedro Natal da Luz foi presença notada
Pedro Natal da Luz, primeiro presidente da Câmara de Torres Novas após a revolução (1977-1980) e deputado constituinte, foi figura de destaque a tomar lugar na plateia do Teatro Virgínia. A sua presença foi destacada como motivo de honra para o concelho, pelo papel que desempenhou num dos períodos mais importantes da história recente do país e da vida autárquica local.

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