Política | 05-05-2026 21:00

Pais pedem contas, mas reabilitação da escola de Minde continua presa à falta de financiamento

Pais pedem contas, mas reabilitação da escola de Minde continua presa à falta de financiamento
Tiago Borralho preside a Associação de Pais das Escolas de Minde - foto O MIRANTE

Associação de Pais questionou o ponto de situação da obra, mas o presidente da Câmara de Alcanena admite poucas esperanças de financiamento a curto prazo. Município já avançou com o projecto e candidatou a intervenção ao PRR, sem garantias de aprovação.

A reabilitação da Escola Básica 2/3 de Minde continua sem data para avançar e dependente de financiamento. O assunto voltou a estar em debate na reunião de Câmara de Alcanena, com a Associação de Pais das Escolas de Minde a pedir explicações ao executivo municipal sobre o ponto de situação do processo e as perspectivas para uma intervenção há muito reclamada pela comunidade escolar. Tiago Borralho, presidente da Associação de Pais e antigo vereador da autarquia, interveio no período destinado ao público para manifestar a preocupação crescente dos encarregados de educação com o estado da escola e com a indefinição em torno da obra. O responsável pediu esclarecimentos sobre os passos já dados pela câmara e sobre as possibilidades reais de a reabilitação poder avançar.
O presidente da Câmara de Alcanena, Rui Anastácio, reconheceu a urgência da intervenção, mas deixou claro que o principal obstáculo continua a ser a falta de financiamento. Segundo o autarca, o município sinalizou desde cedo a necessidade de obras, avançou em 2024 com a elaboração do projecto, adjudicado por cerca de 70 mil euros, e apresentou uma candidatura ao Plano de Recuperação e Resiliência. Ainda assim, a escola acabou por não entrar nas prioridades de investimento por não ter classificação atribuída. “O que eu peço ao Governo é que classifique a escola, se é 1, é 2, é 3 ou outra classificação, para podermos argumentar e não andarmos aqui no limbo. A escola de Minde está nesse limbo. São 70 escolas no país nessa situação, uma delas é a escola de Minde”, afirmou Rui Anastácio.
O presidente da autarquia admitiu que as expectativas quanto à obtenção de financiamento têm vindo a diminuir, apesar das diligências desenvolvidas junto do Governo e de outras entidades, sublinhando que a câmara continuará a pressionar para que o estabelecimento de ensino seja classificado e possa integrar futuras prioridades de investimento. Tiago Borralho reconheceu a complexidade do processo, mas insistiu que a ausência de classificação não pode fazer esquecer o estado da escola. “As necessidades são evidentes e claras e aquilo do apelo que deixamos ao executivo é que desenvolva os contactos e as abordagens que forem necessárias para conseguirmos, efectivamente, reabilitar aquela escola”, afirmou.
A troca de argumentos terminou num tom mais tenso, com Rui Anastácio a garantir que o município já fez as diligências ao seu alcance. “Está a falar numa coisa que eu já fiz. Já agora, apele-nos a fazer coisas que nós nunca fizemos. Se tiver alguma carta aí na manga, eu agradeço. Estamos na guerra, como se diz”, respondeu o autarca.

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