Tomar faz balanço de seis meses com 100 medidas e aposta em projectos estruturantes
Executivo liderado por Tiago Carrão destaca reorganização dos serviços, resposta à tempestade Kristin e arranque de processos considerados decisivos para o futuro do concelho, como o Parque Verde Urbano, a reabilitação do Cine-Teatro Paraíso e a possível instalação da Tomar Factory.
A Câmara Municipal de Tomar apresentou o balanço dos primeiros seis meses de mandato do actual executivo, liderado por Tiago Carrão, contabilizando cerca de cem medidas concretizadas entre Novembro de 2025 e Abril de 2026. O presidente da autarquia considera que este período permitiu reorganizar a máquina municipal, responder a situações exigentes e lançar bases para projectos estruturantes. Na área administrativa, o executivo aprovou uma nova estrutura orgânica e avançou com o reforço dos recursos humanos, medidas que a câmara entende como fundamentais para melhorar a capacidade de resposta dos serviços municipais. Um dos momentos mais exigentes do semestre foi a tempestade Kristin, que obrigou à activação do Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil e à criação de um regulamento específico de apoio aos afectados pelas intempéries.
No plano económico, a autarquia destaca o início de alterações ao Plano Director Municipal com vista à criação de novas zonas industriais em Asseiceira e Vale dos Ovos. Em paralelo, decorrem negociações com o Ministério da Defesa para a transferência do antigo Quartel Militar, processo associado à possível concretização da Tomar Factory, projecto apontado como relevante para a dinamização económica do concelho. Ao nível das infra-estruturas, o município refere intervenções na rede viária, saneamento e estacionamento, além da preparação de projectos como o Parque Verde Urbano e a reabilitação do Cine-Teatro Paraíso, equipamentos considerados estratégicos para a valorização urbana e cultural da cidade.
Tiago Carrão classificou o balanço como “um ponto de situação de um trabalho iniciado com ambição e sentido de responsabilidade”, sublinhando que os primeiros seis meses foram marcados pela necessidade de “reorganizar serviços, responder a uma situação exigente e dar início a um conjunto de processos estruturantes”.


