Política | 09-05-2026 10:00

Idosos sem resposta no Cartaxo levam munícipe de Pontével a exigir responsabilidades

Idosos sem resposta no Cartaxo levam munícipe de Pontével a exigir responsabilidades
Elias Rodrigues no uso da palavra - foto O MIRANTE

Elias Rodrigues levou à Assembleia Municipal do Cartaxo o caso da falta de vagas em lares comparticipados e das dificuldades no transporte de doentes após alta hospitalar.

A falta de respostas sociais para idosos no concelho do Cartaxo foi colocada no centro do debate político por Elias Rodrigues, natural de Pontével e com percurso ligado à vida pública local, que interveio na última assembleia municipal para denunciar aquilo que classificou como falhas graves no apoio às famílias. O munícipe centrou a sua intervenção em dois problemas concretos: a escassez de vagas em estruturas residenciais para idosos com comparticipação da Segurança Social e as dificuldades no transporte de doentes após alta hospitalar.
Elias Rodrigues ilustrou a situação com o caso da sua mãe, de 83 anos, afirmando que não existem vagas disponíveis em lares comparticipados no concelho e que as listas de espera não dão qualquer perspectiva de solução. Segundo o munícipe, muitas famílias ficam assim confrontadas com a única alternativa de recorrer a lares privados, cujos custos considerou incomportáveis. Acrescentou ainda que, fora do concelho, as vagas existentes são normalmente reservadas a residentes locais, o que reduz ainda mais as possibilidades de resposta.
Outro dos problemas apontados foi o transporte de doentes. Elias Rodrigues relatou que a sua mãe ficou retida no hospital depois de receber alta médica por falta de meio adequado para regressar a casa, situação que acabou por ser resolvida com a intervenção da Associação Humanitária de Pontével. “O direito ao cuidado não pode terminar à porta do hospital”, afirmou, numa frase que marcou a intervenção. Entre as propostas deixadas aos eleitos municipais, o munícipe defendeu a criação de uma Estrutura Residencial para Pessoas Idosas em Pontével, a realização de um levantamento actualizado das necessidades sociais do concelho, a cooperação intermunicipal no âmbito da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo e o reforço do apoio às associações locais que asseguram transporte de doentes.
O presidente da Câmara do Cartaxo, João Heitor, reconheceu a urgência do problema e admitiu que Portugal continua a ter uma grande carência de camas em cuidados continuados. O autarca comprometeu-se a pressionar as entidades competentes e manifestou disponibilidade para apoiar as IPSS que pretendam avançar com uma ERPI, dentro das possibilidades do município. Sobre o transporte de doentes, reconheceu que faria sentido centralizar respostas na associação de Pontével, embora tenha sublinhado que a instituição ainda não dispõe dos meios necessários.
No encerramento do debate, o presidente da assembleia municipal, Vasco Cunha, propôs que a intervenção de Elias Rodrigues fosse enviada à directora distrital da Segurança Social de Santarém e ao presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde da Lezíria. Deixou ainda um desafio ao munícipe: assumir a bandeira da criação de uma ERPI em Pontével.

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