Política | 09-05-2026 21:00

Ourém aprova contas com 20 milhões de investimento e críticas socialistas

Ourém aprova contas com 20 milhões de investimento e críticas socialistas
Luís Albuquerque - foto arquivo O MIRANTE

Socialistas questionaram execução nas rubricas de capital, enquanto o presidente da câmara, Luís Albuquerque, respondeu com a imagem do “copo meio cheio ou meio vazio”. Contas fecharam com 97% de execução da despesa por compromissos, 20,1 milhões de euros de investimento e resultado líquido de 7,7 milhões.

A Câmara Municipal de Ourém viu aprovadas as contas de 2025 na sessão da assembleia municipal de 28 de Abril, com a abstenção dos eleitos do PS. O documento apresenta um grau de execução da despesa de 97% na óptica dos compromissos, uma realização efectiva de 79%, investimento global de 20,1 milhões de euros e um resultado líquido de 7,7 milhões de euros. Segundo os dados apresentados, a diferença entre a despesa comprometida e a realização efectiva ficou a dever-se sobretudo a atrasos de empreiteiros em obras já adjudicadas, o que impediu a execução de cerca de 19% da despesa prevista. O investimento total ascendeu a 20,1 milhões de euros, incluindo investimento directo do município e investimento indirecto canalizado para IPSS e outras entidades. A margem de endividamento disponível manteve-se nos 46,5 milhões de euros, enquanto o prazo médio de pagamento a fornecedores se fixou nos 24 dias.
Pelo PSD, Tiago Vieira elogiou as contas, considerando que reflectem “uma gestão financeira sólida e sustentável”. O deputado social-democrata destacou o prazo médio de pagamento como exemplo de boa prática e classificou a margem de endividamento como “um activo estratégico”, por traduzir estabilidade financeira e capacidade de resposta a desafios futuros. O PS fez uma leitura diferente. Nuno Batista apontou fragilidades nas áreas em que, na sua opinião, a intervenção do executivo é mais directa, nomeadamente nas receitas e despesas de capital. “Cada um escolhe os números que mais jeito lhe dão, isto é da vida”, afirmou o deputado socialista, sublinhando ainda que a receita directa dos impostos cresceu 19%, com o IMI a subir 11,5%. Face a essa leitura, o PS optou pela abstenção.
Na resposta, o presidente da câmara, Luís Miguel Albuquerque, comparou a análise socialista à clássica diferença entre ver o “copo meio cheio ou meio vazio”. O autarca valorizou o crescimento do IMT como sinal de maior dinâmica empresarial e imobiliária no concelho e defendeu que a folga orçamental foi essencial para o município responder aos estragos provocados pelas intempéries. Em tom descontraído, Albuquerque dirigiu-se à bancada socialista dizendo que, se o PS não votava a favor destas contas, dificilmente voltaria a votar favoravelmente quaisquer outras. O documento acabou aprovado com três abstenções do PS.

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