Apoio ao CADE gera críticas sobre falta de critérios no Entroncamento
Aprovação de um apoio de 2.500 euros ao CADE para a Cadito Cup transformou-se num debate sobre a falta de critérios claros na atribuição de subsídios às associações do Entroncamento.
A aprovação de um apoio pontual de 2.500 euros ao CADE para o torneio Cadito Cup acabou por abrir, na Câmara do Entroncamento, uma discussão mais profunda sobre a forma como o município apoia as associações do concelho. O pedido inicial previa a atribuição de mil euros para refeições no âmbito do torneio juvenil de futebol. Mas o valor foi considerado curto pelo vereador Rui Madeira (PSD), que elogiou a dimensão da prova e defendeu que a Cadito Cup já é “um marco” do Entroncamento. O social-democrata apresentou uma contraproposta de 2.500 euros, sublinhando que o torneio representa mais do que uma actividade desportiva e contribui para criar ligação dos jovens ao concelho.
A discussão ganhou contornos políticos quando Ricardo Antunes (PS) alertou para a inexistência de critérios objectivos na definição dos apoios municipais. O vereador socialista defendeu a criação de uma matriz de cálculo e de um registo de todos os apoios, directos e indirectos, para evitar decisões baseadas em percepções ou valores lançados “para o ar”. Nelson Cunha reconheceu a fragilidade do actual modelo, lembrando, no entanto, que o apoio às colectividades não se resume ao dinheiro, incluindo cedência de espaços, arbitragem e colaboração da junta de freguesia. O presidente garantiu que a autarquia está a preparar novos mecanismos de controlo, incluindo um ficheiro de registo dos apoios e a revisão dos regulamentos. Perante o consenso de PSD e PS quanto ao reforço da verba, o presidente retirou a proposta inicial e submeteu a votação os 2.500 euros, aprovados por maioria, com abstenção do Chega.


