Política | 17-05-2026 18:00

Câmara do Entroncamento admite rever regulamento de apoios às associações

Câmara do Entroncamento admite rever regulamento de apoios às associações

Atribuição de apoios municipais às colectividades do Entroncamento para 2026 foi aprovada por unanimidade, mas a discussão política acabou centrada nos bombeiros voluntários.

A atribuição de apoios municipais às colectividades do Entroncamento para 2026 foi aprovada por unanimidade em reunião de câmara, com um aumento de 5%, mas o debate ficou marcado pelas dúvidas da oposição sobre os critérios de distribuição das verbas e pela defesa de um tratamento diferenciado para os Bombeiros Voluntários do Entroncamento. O presidente da câmara, Nelson Cunha, explicou que a proposta foi analisada por um júri composto por representantes do município e do movimento associativo local. Ainda assim, o vereador Rui Madeira (PSD) questionou a ausência da ata do júri e da identificação detalhada dos participantes no processo de avaliação, sublinhando a importância das associações para a vida do concelho, afirmou o social-democrata, defendendo um reforço financeiro mais expressivo para as colectividades e questionando os critérios que estiveram na base do aumento de 5%.
Também o vereador Mário Balsa (PS) pediu esclarecimentos sobre os critérios concretos da atribuição dos apoios, destacando o papel das colectividades na integração social e na prevenção de problemas de criminalidade. O socialista defendeu que o crescimento populacional do Entroncamento exige uma resposta mais robusta por parte do município no apoio ao tecido associativo local.
A discussão acabou por se centrar nos Bombeiros Voluntários do Entroncamento. Mário Balsa considerou inadequado que a corporação apareça enquadrada da mesma forma que as restantes associações do concelho. Rui Madeira acompanhou a posição, considerando que os bombeiros merecem “uma atenção muito especial” pela função operacional que desempenham e pelo contexto urbano do concelho.
Nelson Cunha explicou que os bombeiros surgem integrados no mesmo mapa apenas por uma questão contabilística, garantindo que isso “não quer dizer que o tipo de apoio seja igualitário”. O autarca acrescentou que os 5% definidos tiveram em conta a inflacção e o equilíbrio financeiro do município, afirmando que a percentagem “é o dobro do IPC” e que a decisão também está relacionada com “o balanço” das finanças da autarquia. O presidente da câmara reconheceu ainda que o regulamento municipal dos apoios necessita de revisão para se tornar “mais equitativo” e comprometeu-se a enviar posteriormente aos vereadores a ata do júri que analisou as candidaturas.

Mais Notícias

    A carregar...
    Logo: Mirante TV
    mais vídeos
    mais fotogalerias