Câmara do Entroncamento admite rever regulamento de apoios às associações
Atribuição de apoios municipais às colectividades do Entroncamento para 2026 foi aprovada por unanimidade, mas a discussão política acabou centrada nos bombeiros voluntários.
A atribuição de apoios municipais às colectividades do Entroncamento para 2026 foi aprovada por unanimidade em reunião de câmara, com um aumento de 5%, mas o debate ficou marcado pelas dúvidas da oposição sobre os critérios de distribuição das verbas e pela defesa de um tratamento diferenciado para os Bombeiros Voluntários do Entroncamento. O presidente da câmara, Nelson Cunha, explicou que a proposta foi analisada por um júri composto por representantes do município e do movimento associativo local. Ainda assim, o vereador Rui Madeira (PSD) questionou a ausência da ata do júri e da identificação detalhada dos participantes no processo de avaliação, sublinhando a importância das associações para a vida do concelho, afirmou o social-democrata, defendendo um reforço financeiro mais expressivo para as colectividades e questionando os critérios que estiveram na base do aumento de 5%.
Também o vereador Mário Balsa (PS) pediu esclarecimentos sobre os critérios concretos da atribuição dos apoios, destacando o papel das colectividades na integração social e na prevenção de problemas de criminalidade. O socialista defendeu que o crescimento populacional do Entroncamento exige uma resposta mais robusta por parte do município no apoio ao tecido associativo local.
A discussão acabou por se centrar nos Bombeiros Voluntários do Entroncamento. Mário Balsa considerou inadequado que a corporação apareça enquadrada da mesma forma que as restantes associações do concelho. Rui Madeira acompanhou a posição, considerando que os bombeiros merecem “uma atenção muito especial” pela função operacional que desempenham e pelo contexto urbano do concelho.
Nelson Cunha explicou que os bombeiros surgem integrados no mesmo mapa apenas por uma questão contabilística, garantindo que isso “não quer dizer que o tipo de apoio seja igualitário”. O autarca acrescentou que os 5% definidos tiveram em conta a inflacção e o equilíbrio financeiro do município, afirmando que a percentagem “é o dobro do IPC” e que a decisão também está relacionada com “o balanço” das finanças da autarquia. O presidente da câmara reconheceu ainda que o regulamento municipal dos apoios necessita de revisão para se tornar “mais equitativo” e comprometeu-se a enviar posteriormente aos vereadores a ata do júri que analisou as candidaturas.


