Árvores caídas na Mata do Escaroupim começam a ser retiradas nas próximas semanas
A passagem da tempestade do início do ano deixou marcas na Mata do Escaroupim, em Salvaterra de Magos, onde caíram árvores e outras estão secas devido a doença.
A Mata do Escaroupim, em Salvaterra de Magos, deve começar a ser limpa nas próximas semanas, depois de concluído o processo de hasta pública necessário para a retirada das árvores derrubadas pelas tempestades. A informação foi avançada pelo vereador Noel Caneira, eleito pelo movimento independente Juntos Fazemos+, durante uma reunião de câmara em que o tema da prevenção e da limpeza de terrenos voltou a ser levantado.
Segundo o autarca, quem passa pela Mata do Escaroupim “vê a imensidão de árvores” no chão, ainda por retirar devido à necessidade de realizar uma hasta pública com seis ou sete lotes. Noel Caneira adiantou que o processo está finalmente encerrado e que se prevê o início dos trabalhos “dentro das próximas semanas”. Além das árvores caídas, deverão também ser retiradas as que secaram devido à doença que continua a atacar a mata.
O vereador referiu ainda que o município já iniciou trabalhos com o apoio das juntas de freguesia, dando como exemplo Muge, onde, no Largo do Rossio, foram cortadas árvores e houve aproveitamento de algumas ramas por parte da população. No restante concelho, acrescentou, o processo deverá avançar, mantendo-se a autarquia atenta às indicações que lhe possam chegar.
O assunto foi levantado pelo vereador Samuel Germano, eleito pelo Chega, que questionou o executivo sobre o funcionamento da Protecção Civil e manifestou preocupação com a existência de árvores caídas em terrenos, sobretudo perante a chegada do tempo quente e o consequente aumento do risco de incêndio. O autarca quis saber se existe capacidade para retirar ou cortar árvores derrubadas e se está a ser desenvolvido trabalho de prevenção, e não apenas de fiscalização.
A presidente da Câmara de Salvaterra de Magos, Helena Neves, eleita pelo movimento independente Juntos Fazemos+, esclareceu que a remoção de árvores caídas em terrenos privados compete aos respectivos proprietários. Recordou, contudo, que nos territórios onde foi declarada calamidade devido às tempestades o prazo para a limpeza dos terrenos foi prolongado até ao final de Junho, em vez de terminar no final de Maio.


