Política | 21-05-2026 15:00

Nelson Cunha aponta falhas à cerimónia que marcou início do mandato

Nelson Cunha aponta falhas à cerimónia que marcou início do mandato
Nelson Cunha - foto O MIRANTE

Presidente da Câmara do Entroncamento respondeu a Rui Madeira sobre declarações feitas no 25 de Abril e lamentou falhas protocolares e ausência de entidades na cerimónia de instalação dos actuais órgãos autárquicos.

A cerimónia de tomada de posse dos órgãos autárquicos do Entroncamento voltou ao debate político na reunião de câmara, depois de o vereador Rui Madeira (PSD) ter pedido esclarecimentos ao presidente Nelson Cunha sobre as críticas deixadas pelo autarca durante as comemorações do 25 de Abril. Em causa esteve aquilo que Nelson Cunha classificou não como um desabafo, mas como “uma constatação” sobre a forma como decorreu a instalação dos actuais órgãos autárquicos, após as eleições de 2025.
Rui Madeira afirmou ter ficado surpreendido com as palavras do presidente e quis perceber “os motivos e as razões” das críticas relativas à organização da cerimónia e à participação de entidades institucionais. Nelson Cunha respondeu que, no dia da tomada de posse, nem a sua companheira “tinha uma cadeira para se sentar” e que questionou a então chefe de gabinete sobre a ausência de várias entidades que, segundo disse, deveriam ter sido convidadas. “O desabafo foi nas circunstâncias do dia 25 de Abril, onde se falou de respeito, mas a verdade é que na minha tomada de posse não havia entidades presentes, que é o que costuma ser normal. Onde estava o 25 de Abril nesse dia?”, afirmou o presidente da câmara. Nelson Cunha acrescentou que lhe foi transmitido, antes da cerimónia, que nenhuma entidade convidada teria aceitado comparecer, versão que, garantiu, não corresponder à verdade.
O autarca sublinhou ainda que participou em tomadas de posse de municípios vizinhos e que nunca assistiu a uma cerimónia semelhante à que decorreu no Entroncamento. Para Nelson Cunha, o episódio ultrapassa a dimensão protocolar e toca no respeito pela pluralidade democrática e pela vontade expressa nas urnas. “O povo é quem mais ordena e foi isso que não se constatou na minha tomada de posse”, declarou.
Após os esclarecimentos, Rui Madeira afastou qualquer responsabilidade do PSD na organização da cerimónia, afirmando que ficou “mais descansado” ao perceber que o partido não estava a ser directamente visado pelas críticas. Também na assembleia municipal, o presidente da mesa, Sérgio Belejo, esclareceu que a responsabilidade pela organização cabia aos órgãos cessantes, uma vez que a actual mesa “ainda não se encontrava eleita nem em exercício de funções”. Sérgio Belejo acrescentou que sentiu necessidade de prestar esclarecimentos para “contribuir para uma correcta informação dos cidadãos” e preservar “a tranquilidade, a confiança e o respeito entre órgãos do município”.

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