CIMLT tem luz verde do Tribunal de Contas para empresa de transportes públicos
Está ultrapassada mais uma etapa para pôr em marcha a nova empresa de transportes intermunicipal da Lezíria do Tejo, que deverá substituir os actuais operadores.
A Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT) já recebeu o visto do Tribunal de Contas que dá luz verde à constituição da empresa de transportes públicos da Lezíria do Tejo. A novidade foi dada por Pedro Ribeiro, vereador socialista da Câmara de Santarém e ex-presidente da CIMLT que conduziu o processo no anterior mandato autárquico. A nova empresa deverá substituir os actuais operadores no território da Lezíria do Tejo, a Rodoviária do Tejo e a Ribatejana.
“Este foi um processo longo e desafiante, cheio de obstáculos pelo caminho. Uma decisão tomada por unanimidade que, após vários anos de empenho colectivo, vê agora a luz do dia. Mais um passo importante para elevarmos o panorama do transporte rodoviário na região a um nível verdadeiramente europeu! Esta região prova, mais uma vez, que sabe fazer diferente, sempre a pensar nas pessoas. Tenho a certeza de que esta empresa será um exemplo nacional e internacional de competência, dedicação e excelência”, escreveu Pedro Ribeiro nas suas redes sociais.
Na reunião do executivo da Câmara de Santarém que decorreu na tarde desta sexta-feira, 22 de Maio, Pedro Ribeiro voltou a dar nota dessa decisão, tendo o presidente do município e actual líder da CIMLT, João Leite (PSD), manifestado também o seu agrado pela decisão, dando conta que é resultado de um trabalho que vem sendo feito desde há alguns anos e que cria novas responsabilidades aos municípios no capítulo do transporte público rodoviário.
Tal como demos conta no início do corrente ano, os municípios da Lezíria do Tejo aprovaram o novo processo de criação da empresa local de natureza intermunicipal de transporte rodoviário de passageiros. Os municípios de Benavente, Rio Maior e Santarém, todos liderados pelo PSD, foram dos últimos a pronunciarem-se, depois de os autarcas terem ouvido as explicações do secretário executivo da CIMLT, António Torres.
A intenção de criar a empresa, que já vinha do anterior mandato autárquico, quando a correlação de forças era favorável ao PS na CIMLT, manteve-se de pé apesar da presidência da comunidade ter passado para o PSD, mesmo com algumas reservas no seio dos social-democratas, mas não suficientes para fazer descarrilar o processo.
A empresa irá contrair um empréstimo de cerca de 21 milhões de euros, a pagar em 11 anos, para financiar o investimento na nova frota e está também aprovada uma candidatura ao PRR para a aquisição de 16 autocarros elétricos, devendo estes veículos assegurar os transportes urbanos de Santarém e algumas ligações intermunicipais. A principal diferença face ao estudo anterior é o novo modelo de financiamento, impulsionado pelo programa Incentiva+TP, que garante cerca de oito milhões de euros anuais para transportes públicos, somando-se mais dois milhões de euros anteriormente suportados pelos municípios em transportes escolares, mas agora gratuitos. Este reforço financeiro permitiu rever o plano de investimento, passando a estar prevista a renovação da frota, com cerca de 75% dos autocarros novos.


