Política | 27-05-2026 10:31

Chamusca volta às contas positivas com lucro de meio milhão de euros

Chamusca volta às contas positivas com lucro de meio milhão de euros

Município da Chamusca fechou 2025 com resultado líquido positivo de 505 mil euros, depois de em 2024 ter registado um prejuízo de 365 mil euros. A recuperação financeira surge associada ao aumento dos rendimentos e à redução dos gastos, embora a autarquia continue dependente das transferências correntes.

A Câmara Municipal da Chamusca fechou o exercício económico de 2025 com um resultado líquido positivo de 505 mil euros, invertendo o cenário negativo registado no ano anterior, quando o município apresentou um prejuízo de 365 mil euros. A recuperação consta do relatório de prestação de contas da autarquia e traduz uma melhoria significativa nas contas municipais. Segundo o documento, a evolução favorável foi sustentada por um aumento dos rendimentos em cerca de 1,62 milhões de euros e, ao mesmo tempo, por uma redução dos gastos na ordem dos 747 mil euros. A autarquia presidida por Nuno Mira considera que estes resultados confirmam uma trajectória de maior equilíbrio financeiro, num ano marcado por constrangimentos externos e por novas exigências colocadas aos municípios.
As despesas correntes atingiram os 13,3 milhões de euros, valor superior aos 11,8 milhões registados em 2024, sobretudo devido aos aumentos salariais na função pública. As despesas com pessoal representaram 44,45% do total da despesa corrente, seguindo-se a aquisição de bens e serviços, com 37,22%. Já as despesas de capital apresentaram uma taxa de execução de 61,39%, ligeiramente abaixo da verificada no ano anterior. No Plano Plurianual de Investimentos, que tinha uma dotação de 7,6 milhões de euros, foram executados 4,5 milhões, o que corresponde a uma taxa de 60,08%.
Do lado da receita, o município alcançou uma taxa de execução de 77,76% nas receitas correntes. O relatório revela uma forte dependência das transferências correntes, que representaram 72,17% da receita cobrada líquida. Os impostos directos tiveram um peso de 14,57%, com destaque para o IMT, cuja evolução positiva é associada à dinâmica do mercado imobiliário. Ainda assim, a câmara alerta para a necessidade de prudência na utilização dessa receita para financiar despesa estrutural. A receita cobrada líquida aumentou face a 2024, beneficiando do saldo de gerência anterior e do crescimento das receitas correntes. A taxa de execução ficou, contudo, abaixo dos 85%, situação que o relatório refere não configurar ainda incumprimento legal por se tratar do primeiro ano em que ocorre. A autarquia sublinha ainda que não recorreu a empréstimos de curto prazo. No final de 2025 mantinha apenas um empréstimo contratado em 2021, do qual tinham sido utilizados cerca de 1,94 milhões de euros, já em fase de amortização.

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