Política | 28-05-2026 18:05

Autarcas pedem comissão de acompanhamento sobre urgências obstétricas no Hospital Vila Franca de Xira

Autarcas pedem comissão de acompanhamento sobre urgências obstétricas no Hospital Vila Franca de Xira
- foto arquivo O MIRANTE

Os autarcas presentes reforçaram a necessidade de reverter o encerramento destes serviços, considerando que a medida está a comprometer o acesso de grávidas e crianças aos cuidados de saúde em vários concelhos.

Os presidentes das câmaras municipais da área de influência do Hospital Vila Franca de Xira voltaram a alertar para os impactos do encerramento das urgências obstétricas, defendendo a criação de uma comissão de acompanhamento que permita avaliar o funcionamento da resposta regional actualmente centralizada no Hospital Beatriz Ângelo em Loures.
A posição foi reiterada a 27 de Maio, durante mais uma ronda de audiências com os Grupos Parlamentares na Assembleia da República, promovida pelos autarcas dos concelhos abrangidos pelo Hospital Vila Franca de Xira e pela Comunidade Intermunicipal da Península de Setúbal.
Na reunião realizada com o Grupo Parlamentar do PSD, participaram os deputados Bruno Ventura, Miguel Guimarães, Marco Claudino e Ana Oliveira. Os autarcas presentes reforçaram a necessidade de reverter o encerramento destes serviços, considerando que a medida está a comprometer o acesso de grávidas e crianças aos cuidados de saúde em 14 concelhos.
No caso específico do Hospital Vila Franca de Xira, os presidentes das câmaras dos cinco municípios servidos por esta unidade hospitalar têm insistido na criação de uma comissão de acompanhamento conjunta, que permita monitorizar o funcionamento da urgência obstétrica regional instalada no Hospital Beatriz Ângelo. Os autarcas defendem ainda a divulgação do estudo técnico que fundamentou a decisão do Ministério da Saúde.
Os municípios de Alcochete, Alenquer, Almada, Arruda dos Vinhos, Azambuja, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra, Setúbal e Vila Franca de Xira têm manifestado preocupação crescente face às consequências do encerramento das urgências obstétricas e à pressão acrescida sobre as unidades de saúde da região.

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