Política | 31-05-2026 07:00

Golegã com resultado negativo de 1,38 milhões apesar de cumprir equilíbrio orçamental

Golegã com resultado negativo de 1,38 milhões apesar de cumprir equilíbrio orçamental

Câmara da Golegã fechou 2025 com um prejuízo de 1,38 milhões de euros, agravando o resultado negativo do ano anterior, apesar de garantir que cumpriu o equilíbrio orçamental.

A Câmara Municipal da Golegã encerrou o exercício económico de 2025 com um resultado líquido negativo de 1,38 milhões de euros, segundo o relatório de gestão, já aprovado por unanimidade pelo executivo e pela Assembleia Municipal. O valor representa um agravamento face ao resultado negativo de 800 mil euros registado em 2024. De acordo com o documento, os rendimentos cresceram 2,4% em relação ao ano anterior, mas os gastos aumentaram 7,73%, diferença que explica o prejuízo contabilístico. A autarquia, liderada por António Camilo, eleito por um movimento independente desde 2021, atribui o resultado ao aumento generalizado dos custos, num contexto internacional marcado pela guerra na Ucrânia, tensões no Médio Oriente e instabilidade económica global. Entre os principais factores de pressão financeira estão as despesas com pessoal, que ascenderam a 4,5 milhões de euros, e os fornecimentos e serviços externos, no valor de 2,9 milhões. No conjunto, estas duas rubricas representaram mais de 67% das despesas totais do município. Apesar do resultado negativo, a câmara sublinha que foi cumprido o princípio do equilíbrio orçamental, uma vez que as receitas correntes superaram as despesas correntes em cerca de 314 mil euros. A receita total cobrada atingiu 13,79 milhões de euros, mais 2,17 milhões do que em 2024, com uma taxa de execução global de 80,92%.
As receitas correntes tiveram uma execução de 89,39%, com destaque para as transferências correntes, que chegaram aos 5,6 milhões de euros, os impostos directos, que ultrapassaram 1,26 milhões, e as taxas e multas, que rondaram os 839 mil euros. Já as receitas de capital ficaram abaixo do previsto, com uma execução de 65,39%. Do lado da despesa, o município pagou 11,83 milhões de euros, mais dois milhões do que no ano anterior, correspondendo a 69,38% da dotação corrigida. As despesas correntes tiveram uma execução de 86,28%, enquanto as despesas de capital se ficaram pelos 46,59%, devido à não concretização de parte do investimento previsto. O relatório indica ainda que as funções sociais concentraram cerca de 74% dos gastos, o que a autarquia apresenta como sinal da prioridade dada à resposta às necessidades da população. A dívida total do município aumentou 332 mil euros, uma subida de 14,35%, sobretudo devido ao crescimento da dívida a fornecedores e fornecedores de investimento. No final de 2025, a dívida da Câmara da Golegã estava fixada em 2,6 milhões de euros. O exercício gerou ainda um saldo de gerência de 3,44 milhões de euros, resultante da diferença entre receitas e despesas e do saldo transitado do ano anterior.

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