Tesoureira da Junta de Vialonga renuncia ao cargo por divergências internas
Célia Luís aponta diferenças e lamenta que as suas opiniões e propostas não tenham sido acolhidas.
A tesoureira da Junta de Freguesia de Vialonga, Célia Luís, apresentou a sua renúncia ao cargo, justificando a decisão com divergências profundas relativamente à forma como é exercida a gestão pública na freguesia.
Num comunicado dirigido à população, datado de 12 de Junho, a autarca refere ter desempenhado as funções com “dedicação, responsabilidade e total compromisso”, mas afirma que, ao longo dos últimos meses, foram surgindo diferenças significativas quanto às prioridades e à gestão do executivo.
Célia Luís explica que sempre defendeu que o serviço público deve assentar na transparência, no respeito institucional e na participação nas decisões. No entanto, sustenta que várias das suas opiniões, propostas e alertas não foram acolhidos, tendo sido tomadas decisões relevantes sem o seu conhecimento ou participação no processo de análise e deliberação.
A ex-tesoureira refere ainda a existência de situações relacionadas com autorizações de pagamentos por terceiros e opções orçamentais das quais não terá sido previamente informada ou consultada, apesar das responsabilidades inerentes ao cargo que desempenhava.
Perante este enquadramento, considera que deixou de reunir condições para permanecer no executivo, entendendo que a saída é a decisão mais responsável, por não poder assumir práticas com as quais não se identifica.
Apesar da renúncia, Célia Luís sublinha que a sua saída não representa um afastamento da freguesia, garantindo que continuará a acompanhar a vida de Vialonga e a defender os interesses da população.
Célia Luís já se tinha sentado na bancada da oposição como independente em representação do CDS, mas integrou o executivo socialista, também como independente, após as últimas autárquicas.


