Política | 14-06-2026 21:00

PCP quer explicações sobre fecho de serviço da Segurança Social em Samora Correia

reuniao governo conferencia
foto ilustrativa

Comunistas de Benavente consideram que a decisão de encerrar o Serviço de Verificação de Incapacidades da Segurança Social, em Samora Correia, representa mais um recuo nos serviços públicos disponíveis no concelho e promete levar o caso à Assembleia da República.

A Comissão Concelhia de Benavente do PCP criticou o encerramento do Serviço de Verificação de Incapacidades da Segurança Social em Samora Correia, vulgarmente conhecido como juntas médicas, e a sua transferência para Santarém, considerando tratar-se de “mais um serviço retirado às populações”. E garante que o partido irá exigir explicações ao Governo na Assembleia da República, com o objectivo de apurar responsabilidades e pressionar pela reversão da medida.
Os comunistas contestam as justificações apresentadas para o encerramento do serviço e recordam que a explicação avançada inicialmente pela presidente da Câmara de Benavente foi posteriormente desmentida pela própria Segurança Social, situação que, para a estrutura concelhia, revela que o executivo camarário “não domina os factos” ou procura esconder “as verdadeiras razões” da medida.
Recorde-se que O MIRANTE questionou a Segurança Social sobre os motivos da decisão e sobre uma eventual relação com a investigação que envolve a médica Emuna Mia - suspeita de um alegado esquema de reformas por invalidez fraudulentas que tinha por base o seu consultório em Santo Estêvão -, tendo essa entidade rejeitado qualquer ligação entre os dois assuntos. “A decisão de transferir este serviço para a sede do distrito não está, de forma alguma, relacionada com qualquer investigação que tenha sido noticiada, nomeadamente aquela que envolve a médica referida”, esclareceu a Segurança Social, em resposta a O MIRANTE, conforme noticiámos em anterior edição. A Segurança Social adiantou ainda que a medida insere-se “num processo mais amplo de reestruturação e optimização de espaços”, actualmente em curso, tendo como objectivo uma gestão mais eficaz dos recursos, a racionalização dos espaços e a melhoria das condições para utentes e profissionais.
O PCP critica a justificação do Instituto da Segurança Social, entendendo que traduz uma visão “economicista e neoliberal” da organização do Estado e que reflecte opções políticas do Governo que, segundo os comunistas, estão em confronto com os trabalhadores. A concelhia comunista sublinha que o Serviço de Verificação de Incapacidades destina-se, pela sua natureza, a pessoas em situação fragilizada, nomeadamente trabalhadores com problemas de saúde ou em situação de incapacidade temporária. Para o PCP, obrigar essas pessoas a deslocarem-se a Santarém, “a dezenas de quilómetros”, representa um encargo desproporcionado para quem tem menos condições de o suportar, agravado pela falta de transportes públicos com regularidade e horários adequados.

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