Política | 14-06-2026 10:00

Terreno abandonado junto ao mercado de Monsanto preocupa oposição em Alcanena

Terreno abandonado junto ao mercado de Monsanto preocupa oposição em Alcanena
Vereador Samuel Frazão sublinhou que a situação se arrasta há vários anos - foto arquivo O MIRANTE

Espaço continua por limpar há vários anos e a Câmara de Alcanena admite avançar com intervenção municipal por razões de saúde pública se os proprietários não actuarem.

O estado de abandono de um terreno situado junto ao edifício do mercado de Monsanto voltou a levantar preocupações na reunião descentralizada da Câmara de Alcanena, realizada naquela freguesia. O vereador Samuel Frazão (PS) alertou para a falta de limpeza do espaço e para a demora na resolução de um problema que, sublinhou, se arrasta há vários anos e pode configurar riscos de saúde pública. O autarca socialista defendeu uma actuação mais firme por parte do município, considerando que a situação não pode continuar indefinidamente sem resposta. “Os anos vão passando e talvez seja necessário um impulso mais forte, até do ponto de vista legal, para incentivar também os proprietários a tomar alguma atitude”, afirmou Samuel Frazão, referindo que o terreno continua sem manutenção e com sinais evidentes de degradação.
O vice-presidente da Câmara de Alcanena, Nuno Silva, explicou que o caso está a ser acompanhado pela Junta de Freguesia de Monsanto, pelos serviços municipais, pela Protecção Civil e pelas autoridades de saúde pública. O autarca adiantou que os proprietários residem fora da freguesia e que o município está a avaliar a possibilidade de intervir directamente, caso se confirme a existência de riscos para a saúde pública. Na reunião esteve também presente uma engenheira dos serviços municipais de Protecção Civil, que deu conta das dificuldades sentidas nas diligências, uma vez que os proprietários se encontram fora do país. “Um está no Brasil, outro na Irlanda e outro na Alemanha, então tem sido difícil entrar em contacto com eles, tanto que até pedimos apoio às Finanças”, referiu.
Apesar dos constrangimentos, a responsável garantiu que o município está a cumprir os procedimentos legais ao seu alcance. A Unidade de Saúde Pública já realizou uma vistoria ao local e o respectivo relatório poderá permitir uma actuação mais efectiva por parte da autarquia. Para já, os proprietários vão ser novamente notificados. Caso não procedam à limpeza no prazo de dez dias, “vamos actuar em conformidade”, afirmou a engenheira.

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