Terreno abandonado junto ao mercado de Monsanto preocupa oposição em Alcanena
Espaço continua por limpar há vários anos e a Câmara de Alcanena admite avançar com intervenção municipal por razões de saúde pública se os proprietários não actuarem.
O estado de abandono de um terreno situado junto ao edifício do mercado de Monsanto voltou a levantar preocupações na reunião descentralizada da Câmara de Alcanena, realizada naquela freguesia. O vereador Samuel Frazão (PS) alertou para a falta de limpeza do espaço e para a demora na resolução de um problema que, sublinhou, se arrasta há vários anos e pode configurar riscos de saúde pública. O autarca socialista defendeu uma actuação mais firme por parte do município, considerando que a situação não pode continuar indefinidamente sem resposta. “Os anos vão passando e talvez seja necessário um impulso mais forte, até do ponto de vista legal, para incentivar também os proprietários a tomar alguma atitude”, afirmou Samuel Frazão, referindo que o terreno continua sem manutenção e com sinais evidentes de degradação.
O vice-presidente da Câmara de Alcanena, Nuno Silva, explicou que o caso está a ser acompanhado pela Junta de Freguesia de Monsanto, pelos serviços municipais, pela Protecção Civil e pelas autoridades de saúde pública. O autarca adiantou que o município está a avaliar a possibilidade de intervir directamente, caso se confirme a existência de riscos para a saúde pública. Na reunião esteve também presente uma engenheira dos serviços municipais de Protecção Civil, que deu conta das dificuldades sentidas nas diligências.
Apesar dos constrangimentos, a responsável garantiu que o município está a cumprir os procedimentos legais ao seu alcance. A Unidade de Saúde Pública já realizou uma vistoria ao local e o respectivo relatório poderá permitir uma actuação mais efectiva por parte da autarquia. Para já, os proprietários vão ser novamente notificados. Caso não procedam à limpeza no prazo de dez dias, “vamos actuar em conformidade”, afirmou a engenheira.


