Política | 16-06-2026 18:09

António José Matos quer um PS de Azambuja mais próximo das pessoas

António José Matos quer um PS de Azambuja mais próximo das pessoas
Foto DR- António José Matos (à direita) com Silvino Lúcio e Carla Tavares, candidata à Federação Distrital de Lisboa do PS

Candidato único à liderança da concelhia socialista diz que avança por “amor à terra” e por sentir que tem a confiança dos militantes. O actual vice-presidente da Câmara de Azambuja defende um PS mais dinâmico e um concelho desenvolvido sem perda de identidade.

António José Matos apresenta-se como candidato único à presidência da Comissão Política Concelhia do Partido Socialista de Azambuja com um discurso assente na continuidade, mas também na necessidade de acelerar respostas e dar nova dinâmica ao partido. Actual vice-presidente da Câmara de Azambuja diz que decidiu avançar movido pelo “amor à terra” e pela vontade de continuar a servir o concelho, agora numa função partidária que considera decisiva para manter o PS como força central da vida política local.

Em declarações a O MIRANTE, António José Matos afirmou que a motivação para a candidatura é “a mesma de sempre”: trabalhar pelo concelho e “fazer mais e melhor”. O candidato diz ter sentido a confiança dos militantes e das estruturas locais do partido, o que lhe permitiu avançar com uma candidatura única. “As pessoas confiaram em mim, na minha capacidade e nas minhas ideias”, afirmou, sublinhando que essas ideias resultam também de uma leitura colectiva sobre os desafios que Azambuja tem pela frente.

Com vários anos de experiência autárquica, António José Matos entende que chegou o momento de assumir um papel mais activo na organização concelhia do PS. O socialista recorda o percurso feito no partido e nas autarquias e diz sentir-se preparado para o desafio. A candidatura, garante, não nasce de uma ambição pessoal isolada, mas de uma vontade partilhada por muitos militantes e autarcas socialistas do concelho. “Se houvesse desconforto em relação à minha candidatura, teria havido listas alternativas”, observou.

O candidato assume que o PS de Azambuja é uma força vencedora há vários anos, mas rejeita qualquer ideia de acomodação. Para António José Matos, o partido tem de continuar a afirmar-se como uma força humanista, próxima das pessoas e com capacidade de resposta nas áreas social, da saúde, da habitação, da educação e da coesão territorial. O autarca considera que o PS tem feito trabalho relevante no apoio às populações, embora reconheça que nem sempre esse trabalho é devidamente comunicado aos munícipes.

Uma das ideias mais fortes deixadas por António José Matos é a necessidade de maior execução. O candidato admite que muitos projectos autárquicos são lentos, que há processos que demoram demasiado tempo e que essa lentidão gera ansiedade em quem está no terreno. “Temos de fazer cada vez mais e melhor”, defende, considerando que o actual ciclo autárquico pode ser “absolutamente transformador” para o concelho de Azambuja. O desenvolvimento económico, as infraestruturas e a capacidade de captar investimento surgem no centro das prioridades.

Na apresentação da candidatura, realizada na Adega Casal da Fonte, em Vale do Paraíso, no sábado, 13 de Junho, António José Matos defendeu que Azambuja é hoje um concelho com forte dinâmica económica, poder de compra acima da média nacional e capacidade de atrair empresas, riqueza e emprego. Mas deixou também claro que os bons indicadores não resolvem tudo. “Seria um erro olhar para estes indicadores e pensar que a missão está cumprida. Não está”, afirmou no discurso de apresentação.
Entre os desafios apontados estão a habitação acessível para os jovens, a mobilidade, o ambiente, os serviços públicos e a qualidade de vida. O candidato quer que a força económica de Azambuja se traduza em mais oportunidades, mais emprego qualificado, mais investimento nas pessoas e maior equilíbrio entre freguesias. Defende também a valorização da cultura, das tradições, da ruralidade, da lezíria, das festas, das colectividades e do movimento associativo, que considera parte essencial da identidade do concelho.

António José Matos quer ainda um PS mais aberto. Diz estar “satisfeitíssimo” com os militantes actuais, mas recusa que o partido viva fechado sobre si próprio. “O PS não é uma redoma”, afirmou ao nosso jornal, defendendo uma concelhia mais próxima da sociedade civil, dos independentes, dos jovens e dos munícipes. Reconhece, ainda assim, que hoje é cada vez mais difícil mobilizar pessoas para a política, para o associativismo e para a vida pública, num tempo marcado pelo afastamento cívico e pela agressividade das redes sociais.

A candidatura conta com o apoio do presidente da câmara, Silvino Lúcio, e não terá mandatário oficial. António José Matos garante que as decisões futuras serão tomadas em colectivo e não por vontade individual. Carla Tavares, candidata à Federação Distrital de Lisboa do PS, esteve presente na sessão de apresentação de António José Matos.

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