Política | 26-06-2026 12:00

Contestação suspende escritura de terreno para hotel de cinco estrelas em Coruche

Contestação suspende escritura de terreno para hotel de cinco estrelas em Coruche

A empresa que ficou em segundo lugar no procedimento apresentou uma reclamação, que está agora a ser analisada pelos serviços da Câmara de Coruche. Só depois de ultrapassada esta fase será marcada a escritura.

A escritura da venda do terreno municipal destinado à construção de um hotel de cinco estrelas em Coruche está suspensa até à conclusão da análise à contestação apresentada pela empresa que ficou em segundo lugar no procedimento lançado pela Câmara de Coruche. O município abriu um concurso para a instalação de um hotel em terreno municipal e a proposta classificada em primeiro lugar foi apresentada pela empresa Polisadict Investimentos Imobiliários Lda., com sede em Albufeira, sendo que a segunda classificada foi a empresa Bonus Stability Investimento Lda., com sede em Loures. O terreno tinha um valor base de 188.227 euros e o relatório final do procedimento foi homologado pelo executivo municipal.
O presidente da Câmara de Coruche, Nuno Azevedo (PS), explicou que o município atribuiu o terreno “de acordo com os critérios que estavam estabelecidos no edital” e com o resultado da análise feita pelo júri, que classificou em primeiro lugar a empresa vencedora. O processo diz respeito à venda, por 200 mil euros, de um prédio urbano com 9.682 metros quadrados, localizado junto à Ermida de Nossa Senhora do Castelo, em Coruche, destinado à construção de um hotel de cinco estrelas com 172 camas.
Segundo o autarca, a empresa a quem foi vendido o terreno procedeu à liquidação do valor dentro do prazo previsto no edital. No entanto, a empresa que ficou em segundo lugar apresentou uma contestação, que está agora a ser apreciada pelos serviços municipais. “A contestação está em análise pelos serviços e não sei se tem fundamentação. Estamos nesta fase em suspenso e só depois de ultrapassada esta questão é que é marcada a escritura”, afirmou Nuno Azevedo, sublinhando que a empresa está no direito de contestar, escusando-se a adiantar mais pormenores.
A venda foi aprovada em reunião de câmara por maioria no início de Março, com três votos a favor do PS, três votos contra do movimento independente Volta Coruche e uma abstenção do vereador do PSD. O processo gerou divergências entre os eleitos, quer quanto ao valor da transacção, quer quanto à adequação de um hotel de cinco estrelas à realidade turística do concelho.
Nuno Azevedo tinha defendido, aquando da aprovação da venda, que o processo era longo, vinha do mandato anterior e foi ajustado para responder às expectativas de investidores interessados em instalar uma unidade hoteleira no concelho. O presidente considerou então que seria inadequado recuar depois da publicação do edital e da apresentação de propostas conformes com as condições definidas.

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