Política | 27-06-2026 21:00

Recomendado reforço da rede de transportes no concelho de Alenquer

autocarro elétctrico
foto ilustrativa

Assembleia Municipal de Alenquer considera insuficiente a actual oferta de transportes no concelho. A recomendação aponta falhas na cobertura da rede, apesar da redução dos preços dos passes. O objectivo é garantir mobilidade para trabalho, saúde e educação em todo o território.

A Assembleia Municipal de Alenquer aprovou, por unanimidade, recomendar à Câmara Municipal e à Comunidade Intermunicipal do Oeste (OesteCIM) a criação de um serviço de transporte público que responda às necessidades dos cidadãos, de forma a evitar que existam localidades isoladas por falta de transportes.
A recomendação, apresentada pelo PSD, CDS e IL, através da eleita Joaquina Lourenço, refere que a transportadora Boa Viagem e a OesteCIM devem disponibilizar serviços mínimos às localidades do concelho de Alenquer, mesmo em período de férias escolares; garantir que os utentes não ficam isolados nas suas localidades, impedidos de se deslocarem a serviços essenciais de saúde ou outros; assegurar rotas ou circuitos que sirvam o máximo de localidades do concelho, em horários adequados às necessidades de deslocação para trabalhar, estudar ou aceder a serviços noutras localidades do concelho ou dos concelhos vizinhos; e disponibilizar publicamente os estudos e planos que a OesteCIM, enquanto autoridade de transportes, tem vindo a realizar no exercício das suas competências.
A recomendação recorda que a OesteCIM passou, nos últimos anos, a ser a autoridade competente em matéria de transportes, tendo vindo a criar o Passe M, com transportes rodoviários gratuitos para residentes, trabalhadores e estudantes nos 12 municípios da região Oeste.
Contudo, o documento sublinha que o passe «pouco ou nada serve», porque não existe oferta de serviço de transporte público rodoviário regular em muitas localidades.
Desde 2025, as viagens entre os 12 concelhos do Oeste passaram a ser gratuitas. Também os passes inter-regionais reduziram de preço de 80 ou 70 euros (consoante a distância) para 40 euros, equiparando-se aos títulos colectivos de transporte na Área Metropolitana de Lisboa (AML), passando ainda a ser gratuitos para os jovens até aos 23 anos e com descontos para pessoas com mais de 65 anos.

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