António Inácio confirma acordo para liquidar dívida reclamada pela Triambiente
União de Freguesias da Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa chegou a acordo com a Triambiente para pagar uma dívida de cerca de 200 mil euros relativa a serviços prestados entre 2006 e 2013. O montante será liquidado em prestações após entendimento, disse António Inácio.
O actual executivo da União de Freguesias da Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa chegou a acordo com a empresa de serviços ambientais Triambiente para o pagamento de uma dívida de cerca de 200 mil euros, reclamada por serviços prestados à antiga Junta de Freguesia do Forte da Casa e que ficaram por liquidar.
O processo judicial foi iniciado pela empresa em 2018 e seguiu os seus trâmites em tribunal. Em causa estão valores referentes a serviços realizados entre 2006 e 2013, durante mandatos presididos por António Inácio na Junta de Freguesia do Forte da Casa. À época eleito pelo PS, António Inácio é actualmente presidente da União de Freguesias, eleito pela coligação Nova Geração (PSD/IL), com o apoio do Chega.
Após a agregação das freguesias, do Forte da Casa e da Póvoa de Santa Iria, os executivos socialistas liderados por Jorge Ribeiro e, posteriormente, por Ana Cristina Pereira recusaram assumir o pagamento da verba, alegando tratar-se de “uma dívida que não tinham contraído” e sem comprovativos.
Na última sessão da assembleia de freguesia, a ex-presidente da junta e actual eleita pelo PS, Ana Cristina Pereira, questionou o ponto de situação do processo. “O processo já entrou em fase de julgamento? (...) Acrescento, neste processo, o facto de o actual presidente e a secretária da junta de freguesia terem interesse pessoal na decisão do mesmo”, afirmou.
Na resposta, António Inácio referiu a existência de cinco processos relacionados com o mandato de Ana Cristina Pereira, sem adiantar pormenores. Relativamente ao diferendo com a Triambiente, garantiu que, enquanto for presidente, fará “os acordos necessários com o tribunal”.
Segundo explicou, já foi efectuado um pagamento de 60 mil euros, acordado entre os advogados das duas partes e homologado pela juíza do processo. O valor remanescente será liquidado em 25 prestações, nos termos do acordo alcançado.
“A juíza aceitou pagar em 25 prestações o restante valor. Vamos dar a conhecer a todas as bancadas este processo”, assegurou o edil.


