Benavente pede isenção de portagens na A1, A10 e A13 durante obras na Ponte Marechal Carmona
A autarquia alerta para o risco de estrangulamentos diários de trânsito na ligação entre as duas margens do Tejo e quer medidas preventivas para proteger populações, transportes públicos e empresas.
A Câmara Municipal de Benavente solicitou ao Governo a suspensão temporária do pagamento de portagens na A1, A10 e A13 para mitigar o impacto das futuras obras de reabilitação da Ponte Marechal Carmona, anunciou a autarquia.
O pedido foi feito na semana passada pela presidente do município, Sónia Ferreira, depois de a Infraestruturas de Portugal ter anunciado uma intervenção com um prazo de execução de 900 dias para reforço da segurança estrutural e sísmica do tabuleiro rodoviário.
Segundo a Câmara de Benavente, o concelho prepara-se para enfrentar quase três anos de limitações numa das principais portas de entrada e saída do território, através de uma ponte considerada fundamental na ligação entre as duas margens do rio Tejo.
A autarquia sublinha que a Ponte Marechal Carmona é vital para as populações e constitui também um dos mais importantes eixos de ligação entre o norte e o sul do país, em particular para a circulação logística de mercadorias.
Apesar de não estar previsto o corte total de trânsito, a anunciada redução de vias deverá, segundo o município, provocar “estrangulamentos diários insustentáveis” em ambas as margens do Tejo, sobretudo nas horas de ponta.
Perante esse cenário, e mesmo sem data definida para o arranque das obras, a Câmara Municipal pediu ao Governo a isenção total do pagamento de portagens nos troços da A1, A10 e A13 para quem circula no concelho de Benavente.
Em alternativa, o município admite a suspensão da cobrança apenas nos períodos de maior tráfego, entre as 07h00 e as 10h00 e entre as 16h30 e as 19h30, para os automobilistas que utilizem a Ponte das Lezírias como alternativa, partindo, regressando ou atravessando o concelho.
A Câmara defende que esta medida extraordinária deve ser decretada e entrar em vigor no exacto momento em que se comecem a verificar os primeiros grandes constrangimentos à circulação decorrentes dos trabalhos no terreno.
Para a autarquia, uma obra com esta duração não pode ser planeada sem salvaguardar a qualidade de vida dos cidadãos. O município apela, por isso, a uma decisão célere do Governo para proteger os munícipes, os transportes públicos, a dinâmica económica e logística da região e as empresas que necessitam de circular naquele território no desenvolvimento das suas actividades.


