Cinco meses depois da tempestade ainda há falhas nas telecomunicações em Ourém
Cinco meses depois da tempestade Kristin, há zonas do concelho de Ourém onde as falhas nas telecomunicações continuam a afectar cidadãos, empresas e instituições. A bancada do PSD levou o assunto à assembleia municipal e quer que operadores e ANACOM sejam chamados a agir com urgência.
A bancada do PSD na Assembleia Municipal de Ourém manifestou preocupação com a persistência das falhas nos serviços de telecomunicações no concelho, ainda sentidas em vários pontos do território na sequência da tempestade Kristin, que atingiu a região a 28 de Janeiro. O deputado Tiago Vieira levou o tema à última sessão da assembleia municipal, propondo a votação de uma moção para exigir respostas mais céleres dos operadores responsáveis.
Segundo o eleito social-democrata, os danos provocados pela intempérie continuam a ter impacto directo na vida das populações, com cidadãos, empresas e instituições a enfrentarem dificuldades no acesso regular e estável à internet, telefone fixo e comunicações móveis. Tiago Vieira sublinhou que, numa sociedade cada vez mais dependente das comunicações, a manutenção destas falhas é motivo de preocupação acrescida, sobretudo quando estão em causa serviços essenciais, actividade económica, segurança e contacto com entidades públicas.
A moção proposta pelo PSD pretende que a assembleia manifeste formalmente a sua preocupação pela situação e insista junto dos operadores de telecomunicações para que procedam, com carácter de urgência, à reposição integral dos serviços afectados. Os sociais-democratas defendem também que os operadores devem prestar informação clara e actualizada às populações sobre o estado das reparações e os prazos previstos para a normalização do serviço. O documento propõe ainda que seja solicitado à ANACOM o acompanhamento da situação, promovendo junto dos operadores as diligências necessárias para acelerar a resolução dos problemas. A bancada do PSD defende igualmente a adopção de medidas de prevenção, contingência e redundância que permitam garantir uma resposta mais eficaz perante futuros fenómenos meteorológicos extremos, evitando que as populações fiquem durante meses sem acesso pleno a serviços de comunicação fundamentais. Para o PSD, a reposição do serviço não pode continuar a arrastar-se, sobretudo num território onde a dispersão populacional torna as comunicações ainda mais determinantes para a qualidade de vida e segurança das comunidades.


