Política | 30-06-2026 18:00

PS em Ourém considera inaceitável declarações de ministro sobre apoios após tempestades

PS em Ourém considera inaceitável declarações de ministro sobre apoios após tempestades

Líder do PS deixa críticas ao discurso do Ministro da Economia, Castro Almeida, e ao sistema nacional em emergências. Nuno Baptista recordou que a tempestade deixou o concelho de Ourém devastado.

O deputado Nuno Baptista, eleito do PS, aproveitou a última Assembleia Municipal de Ourém para demonstrar o seu desagrado pelas declarações feitas pelo Ministro da Economia e Coesão Territorial, Castro Almeida, nas comemorações do dia do município, 20 de junho. No discurso do ministro, numa visita de pouca duração, foram proferidos elogios ao concelho de Ourém pela resposta à tempestade Kristin. Tal como O MIRANTE noticiou, houve cerca de 800 dos 1000 quilómetros de estradas obstruídos, isolando localidades em todo o concelho, 71 agregados familiares desalojados, 10 mil habitações danificadas e 79 empresas afectadas. No entanto, o líder do PS esclareceu que todo o trabalho de recuperação foi realizado pelas autarquias que tiveram na linha da frente da resposta, que assumiram o trabalho árduo de ir ao terreno, organizar processos, contactar a população e calcular os prejuízos, mas com meios limitados e sobre pressão. O deputado defendeu que sem o poder local, não havia resposta enquanto o estado apenas se limitou a fazer uma “tentativa de reiterar e reescrever a realidade” ao justificar que os atrasos nos apoios se deveram à atracção das autarquias.

Numa segunda fase do discurso de Castro Almeida, o ministro admitiu que tudo tinha corrido bem por parte do Estado, mas Nuno Baptista considerou “inacreditável como se atreveu a dizer isto num território tão devastado como o nosso", prosseguindo que os atrasos nos apoios prestados se deveram exclusivamente “à complexidade dos procedimentos, à lentidão das validações centrais, na falta de adaptação dos mecanismos nacionais às situações reais de emergências”. O deputado considerou que os operacionais que estavam no local lutavam contra o tempo enquanto o procedimento nacional permanecia lento. “Não é aceitável que o poder local seja usado como bode expiatório para justificar atrasos que têm origem em decisões e procedimentos que estão fora do seu controle”, contestou.

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