Santos e Vale admite cofinanciar estrada alternativa
A Santos e Vale manifestou disponibilidade para cofinanciar a construção de uma via alternativa de acesso ao seu centro logístico. Entretanto a Câmara de Alenquer aprovou a abertura imediata de um caminho vicinal provisório no terreno destinado à futura estrada, como solução de emergência para desviar o tráfego.
A Santos e Vale diz estar disponível para cofinanciar a construção da estrada alternativa de acesso à empresa, infraestrutura localizada na Quinta da Telhada e já anunciada pela Câmara de Alenquer. A intenção partiu de João Raimundo, que se identificou como representante da empresa logística, no período destinado ao público em reunião do executivo.
O representante garantiu que a empresa quer encontrar uma solução equilibrada que permita quer a continuidade da actividade económica quer o descanso dos moradores. João Raimundo desmentiu que circulem três centenas de camiões diariamente na Rua dos Bons Amigos, na Passinha, Alenquer, e recordou que o centro logístico foi licenciado pela autarquia, que nunca levantou questões em relação ao estudo de tráfego, à época.
Na reunião, João Raimundo propôs que a autarquia não interdite a passagem de camiões durante a noite, mas permita a passagem entre 50 a 60 viaturas; apoiar as medidas já anunciadas pela câmara e a criação de um grupo de trabalho para acompanhar o assunto e a construção da nova via alternativa.
Aprovada abertura de caminho provisório
Na mesma reunião de 29 de Junho foi aprovada, com a abstenção do executivo do PS, a proposta de abertura imediata de um caminho vicinal no terreno municipal adquirido para a instalação da futura via, como solução urgente para o desvio do trânsito da Passinha.
A proposta foi apresentada pelos vereadores do PSD, Francisco Guerra e Filipe Rogeiro, pelo vereador do Chega, Carlos Sequeira, e pelo autarca independente Tiago Pedro.
De acordo com as explicações de um técnico municipal, o custo da estrada, na melhor das hipóteses, rondará entre 1,0 e 1,2 milhões de euros, podendo a sua construção demorar entre seis e oito meses. Sendo executada em duas fases, como prevê a proposta, com a abertura inicial de um caminho e posterior construção da estrada definitiva, o processo poderá demorar o dobro do tempo, ultrapassando um ano, ou mais, caso o concurso público fique deserto.
O presidente do município, João Nicolau, propôs levar a reunião de câmara, no prazo de 45 dias, o contrato a celebrar com a Santos e Vale, no qual ficará estabelecido que a empresa será responsável pela abertura da via.
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