Eleitos do Chega renunciam ao executivo da Junta da Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa
Os três eleitos do Chega no executivo da União de Freguesias da Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa apresentaram a renúncia aos cargos, alegando falta de condições para continuar a integrar um executivo que, dizem, falhou na defesa da população e na oposição ao estacionamento pago.
Os três eleitos do Chega no executivo da União de Freguesias da Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa apresentaram a renúncia às suas funções, anunciou o partido em comunicado divulgado esta sexta-feira, 10 de Julho. A decisão surge na sequência da polémica em torno do projecto de estacionamento pago e da instalação de parquímetros na freguesia, medida que o partido considera “uma linha vermelha inaceitável e intransponível”.
No comunicado, os eleitos Júlio Runa, Alexandra Rodrigues e Guilherme Medeiros justificam a saída com a alegada falta de condições para continuar a participar num executivo que, afirmam, “virou as costas à população” e se recusa a cumprir compromissos assumidos.
O Chega refere que, na reunião do executivo realizada a 8 de Julho, foi aprovada por maioria uma posição pública contra o estacionamento pago, com os votos favoráveis dos três eleitos do partido e de dois membros da coligação Nova Geração (PSD/CDS-PP/IL). Segundo o partido, a presidente em substituição, Rosa Barral, votou contra a proposta e o presidente da junta, António Inácio, faltou à reunião, tal como faltou à assembleia de freguesia de ontem à noite, conforme noticiou O MIRANTE.
Os eleitos acusam posteriormente António Inácio e Rosa Barral de não terem dado cumprimento à deliberação aprovada pela maioria do executivo, recusando assumir publicamente uma posição contra o projecto de estacionamento pago.
Além desta questão, o Chega aponta um conjunto de falhas no cumprimento do acordo político celebrado com o PSD após as últimas eleições autárquicas. Entre as críticas constam a não concretização de uma auditoria externa às contas da junta, alegadas deficiências na limpeza urbana, manutenção dos espaços verdes e do espaço público, falta de transparência na gestão e a ausência de uma posição firme da autarquia perante problemas na área da saúde, nomeadamente o encerramento da Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados da Póvoa de Santa Iria.
Apesar da renúncia aos lugares no executivo, os eleitos do Chega garantem que continuarão a exercer funções na Assembleia de Freguesia, onde prometem manter a fiscalização da actividade da junta e a defesa dos interesses da população da Póvoa de Santa Iria e do Forte da Casa.


