Movimento prepara petição para restaurar concelho de Samora Correia
O manifesto entregue pelo Movimento Mais Samora ao executivo municipal de Benavente defende que Samora Correia precisa de maior capacidade de decisão para responder ao crescimento do território, à pressão urbanística e aos impactos previstos com o futuro Aeroporto Luís de Camões.
O Movimento Mais Samora para a Restauração do Concelho de Samora Correia reuniu-se com o executivo da Câmara de Benavente, numa sessão em que entregou um manifesto de apresentação da iniciativa e dos seus principais argumentos. No encontro estiveram presentes todos os elementos do executivo municipal e alguns representantes do movimento.
A iniciativa pretende promover “uma reflexão democrática sobre a reorganização administrativa do território”, tendo como objectivo a reposição do concelho de Samora Correia. No documento entregue à presidente da câmara e ao restante executivo, o movimento sublinha que a proposta assenta no respeito pelas instituições democráticas e na vontade de contribuir para o desenvolvimento sustentável da região, valorizando a identidade histórica, cultural e económica de Samora Correia.
Os autores do manifesto recordam que Samora Correia foi sede de concelho até à reforma administrativa de 1855 e manteve, desde então, uma identidade própria, registando, ao longo dos anos, um forte crescimento populacional, económico e empresarial, sendo actualmente um dos principais pólos de desenvolvimento do distrito de Santarém e da Lezíria do Tejo. A localização entre a Área Metropolitana de Lisboa e o eixo do Vale do Tejo é também apresentada como um factor que reforça a importância territorial e o potencial de crescimento da freguesia.
O futuro Aeroporto Luís de Camões, previsto para o Campo de Tiro, na freguesia de Samora Correia, é apontado como uma das maiores transformações territoriais previstas para a região nas próximas décadas. O movimento entende que a proximidade à nova infraestrutura colocará o território no centro de uma nova dinâmica económica, urbana e logística, criando oportunidades, mas também exigindo maior capacidade de planeamento e gestão.
O Movimento Mais Samora considera que um concelho próprio permitiria um planeamento urbanístico mais ajustado às necessidades da população, uma melhor gestão de infraestruturas e equipamentos públicos e uma maior capacidade de resposta ao crescimento demográfico. A identidade e o património surgem igualmente como fundamentos da proposta, com o movimento a defender a preservação da identidade histórica, a promoção do património cultural e natural e o reforço do sentimento de pertença da comunidade.
O Movimento Mais Samora propõe-se promover um debate público alargado sobre a restauração do concelho, recolher contributos da população e das instituições locais, desenvolver estudos técnicos e jurídicos que sustentem a proposta, manter diálogo construtivo com os órgãos autárquicos e construir uma proposta que considera séria, sustentada e participada.
A recolha de assinaturas para uma petição deverá arrancar em meados de Julho. O movimento marcou ainda presença na Assembleia Municipal de Benavente no dia 29 de Junho, assumindo que só depois dessa participação pretende divulgar e apresentar a iniciativa noutros órgãos.


