Cartaxo avança para expropriação de terreno para não atrasar viaduto de Santana
Câmara do Cartaxo aprovou a expropriação da única parcela em falta para viabilizar a construção do futuro viaduto de acesso ao apeadeiro de Santana. Autarquia quer evitar novos atrasos numa obra considerada estruturante para a freguesia de Valada e para o concelho.
A Câmara Municipal do Cartaxo aprovou, em reunião extraordinária, avançar com a expropriação de uma parcela de terreno necessária à construção do futuro viaduto de acesso ao apeadeiro de Santana. A decisão foi tomada depois de não ter sido possível chegar a acordo com os proprietários do terreno quanto ao valor da aquisição. O presidente da câmara, João Heitor, explicou que o município assumiu, através de um protocolo celebrado com a Infraestruturas de Portugal (IP), a responsabilidade de adquirir os terrenos necessários à construção da infraestrutura. As propostas apresentadas pela autarquia tiveram por base avaliações realizadas por peritos independentes contratados pela IP. “São 11 as parcelas em que se irá instalar este novo viaduto e, nesta altura, a única que apresenta algum problema é a parcela número 8, uma vez que não foi possível chegar a acordo com os proprietários relativamente aos valores”, afirmou o autarca.
João Heitor sublinhou que a decisão de avançar para a expropriação tem como principal objectivo impedir que a empreitada sofra novos atrasos. O autarca referiu ainda que existem outras questões pendentes, nomeadamente relacionadas com a remoção de sobreiros e oliveiras, que estão a ser tratadas pela Infraestruturas de Portugal. “Esperamos que a consignação da obra possa acontecer ainda durante o ano de 2026”, afirmou. Durante a reunião, o vereador socialista Pedro Oliveira questionou se a autarquia já avaliou os futuros custos de manutenção da infraestrutura, uma responsabilidade que ficará a cargo do município. João Heitor garantiu que essa obrigação foi ponderada aquando da assinatura do protocolo com a IP. “A manutenção deste viaduto não será muito diferente daquela que hoje temos no viaduto da Ponte do Reguengo. Será aquela que tiver de ser e nós temos de a assumir, porque este viaduto é de extrema importância para o concelho, em particular para a freguesia de Valada”, sublinhou o presidente da câmara. O autarca acrescentou que, por se tratar de uma infraestrutura nova, os encargos de manutenção não deverão ultrapassar a capacidade financeira do município. “É uma responsabilidade que assumimos com agrado, assim esta ponte exista rapidamente”, concluiu.


