Política | 17-07-2026 18:00

Extinção dos antigos SMAS de Tomar volta a expor divergências políticas

Extinção dos antigos SMAS de Tomar volta a expor divergências políticas
Tiago Carrão - foto O MIRANTE

Assembleia Municipal de Tomar aprovou as contas de 2021 e o encerramento definitivo do processo de internalização dos antigos Serviços Municipalizados. CDU e PS acusam o PSD de incoerência, mas Tiago Carrão garante que mantém as críticas feitas no passado e que agora apenas está a concluir um processo que não pode continuar por fechar.

A extinção dos antigos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Tomar voltou a provocar críticas e troca de acusações políticas, mais de seis anos depois de a gestão da água e do saneamento ter passado definitivamente para a empresa intermunicipal Tejo Ambiente. A Assembleia Municipal de Tomar, reunida a 29 de Junho, aprovou dois documentos considerados essenciais para encerrar a existência jurídica e contabilística dos antigos SMAS: as contas referentes ao ano de 2021 e a conta final do processo de internalização. As propostas foram aprovadas com 30 votos a favor, dois votos contra da CDU e uma abstenção do CDS.
Paulo Macedo, deputado municipal da CDU, considerou que a integração dos SMAS na Tejo Ambiente e a posterior extinção dos serviços não produziram os resultados esperados. O eleito comunista criticou também o actual presidente da Câmara de Tomar e da Tejo Ambiente, Tiago Carrão, recordando que, enquanto vereador da oposição, votou contra matérias relacionadas com o processo e surge agora a apresentá-las para aprovação. A crítica foi acompanhada pelo deputado do PS Diogo Sereno, que apontou uma “incoerência de posição” por parte do PSD.
Pedro Pereira, deputado municipal social-democrata, rejeitou a acusação e argumentou que as decisões tomadas pelo partido no passado foram condicionadas pela falta de informação, pela ausência de documentação considerada essencial e por prazos demasiado apertados para analisar um processo complexo e que, na altura, não se encontrava na esfera directa de responsabilidade do PSD. Tiago Carrão reforçou essa posição e garantiu que não mudou de opinião. O presidente da câmara afirmou que voltaria a subscrever as posições que assumiu enquanto vereador e que as críticas feitas pelo PSD ao processo continuam válidas. Defendeu, no entanto, que o actual executivo está obrigado a concluir formalmente um procedimento que se arrasta há vários anos. O autarca sublinhou que o assunto já tinha sido discutido nas assembleias municipais de 2023 e 2024 e alertou que a falta de aprovação dos documentos poderia provocar consequências legais e administrativas. “Não se pode continuar a arrastar indefinidamente”, sustentou.
O processo de liquidação e extinção dos SMAS de Tomar começou em 2018. Apesar de os serviços terem deixado de exercer actividade com a entrada em funcionamento da Tejo Ambiente, a aprovação das contas e da conta final de internalização era necessária para encerrar definitivamente a sua existência jurídica e contabilística.

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