Liquidação da Tomarpolis arrasta-se há 18 anos e continua sem plano definido
Presidente da Câmara de Tomar garante que município e Governo querem concluir rapidamente a extinção da sociedade, mas admite que ainda não existe um plano de acção concreto. Dois processos judiciais relacionados com a Ponte do Flecheiro continuam a bloquear o encerramento definitivo.
O processo de liquidação da Tomarpolis, iniciado em 2008, continua por concluir e voltou a ser questionado pelos eleitos municipais durante a Assembleia Municipal de Tomar realizada no dia 29 de Junho. Confrontado com a demora na extinção da sociedade, o presidente da Câmara de Tomar, Tiago Carrão (PSD), admitiu que ainda não existe um plano de acção concreto, embora tenha garantido que pretende apresentar uma solução “muito em breve”. Segundo o autarca, tanto o município como a administração central têm manifestado vontade e disponibilidade para concluir, com a maior brevidade possível, o encerramento e a extinção definitiva da Tomarpolis.
A sociedade foi criada para gerir, em Tomar, os investimentos realizados no âmbito do Programa Polis, lançado pelo Governo para apoiar projectos de requalificação urbana e valorização ambiental das cidades. Com o fim do programa, o Estado foi extinguindo progressivamente as empresas constituídas para o executar, transferindo para as respectivas autarquias a gestão dos processos ainda pendentes. No caso de Tomar, apesar de a Tomarpolis já não desenvolver qualquer actividade, a sociedade mantém existência jurídica devido a dois processos judiciais relacionados com a construção da Ponte do Flecheiro. Enquanto esses litígios não forem resolvidos, o encerramento definitivo da empresa continuará adiado, prolongando um processo que se arrasta há quase duas décadas.


