Política | 26-07-2026 10:00

Entroncamento corre contra o tempo para garantir financiamento dos 64 fogos

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foto ilustrativa

Empreitada dos 64 fogos a custos controlados, destinada sobretudo ao realojamento de famílias do Bairro Frederico Ulrich, recebeu uma prorrogação de 55 dias. Oposição manifestou dúvidas sobre o cumprimento do prazo e exigiu regras mais apertadas na atribuição e fiscalização das casas.

O prazo definido pela Câmara Municipal do Entroncamento para a conclusão dos oito blocos de habitação a custos controlados, em construção entre as ruas Coronel Joaquim Estrela de Triaga e das Gouveias, terminou a 20 de Agosto. A data resultou de uma prorrogação de 55 dias concedida à empreitada dos 64 fogos, num investimento superior a oito milhões de euros, destinado principalmente ao realojamento de famílias do Bairro Frederico Ulrich. Segundo o presidente da câmara, Nelson Cunha, a obra apresentava no final de Maio uma taxa de execução de 76,71%, percentagem que deveria aproximar-se dos 80% com a aprovação do último auto de medição. O autarca explicou que o prazo de 20 de Agosto seguia orientações do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, que admite a conclusão substancial da empreitada quando falta executar cerca de 10% dos trabalhos.
A data foi fixada antes do final do mês para permitir aos serviços municipais submeterem toda a documentação exigida pelo IHRU e evitarem colocar em risco o financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência. Nelson Cunha tinha ainda anunciado que dois dos oito blocos poderiam ficar prontos durante Julho, seguindo-se a certificação dos restantes à medida que fossem concluídos.
PSD e PS manifestaram dúvidas sobre a capacidade do empreiteiro cumprir o novo prazo. O vereador Rui Madeira, do PSD, criticou também a ausência de uma revisão dos regulamentos de atribuição e fiscalização das habitações antes da entrega das casas. “Atribuir habitações sem um regulamento de fiscalização actualizado não me parece adequado”, afirmou. Nelson Cunha garantiu que a escolha das famílias segue as regras do programa 1.º Direito e que o município definiu orientações internas para evitar abusos e assegurar justiça social. A prorrogação foi aprovada por maioria, com a abstenção dos vereadores do PSD e do PS.

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