PSD de Abrantes questiona atrasos nos projectos do Orçamento Participativo
Executivo municipal afirma que só deverá lançar uma nova edição depois de concluídas as propostas vencedoras de anos anteriores.
O PSD voltou a questionar a Câmara de Abrantes sobre os atrasos na execução de projectos aprovados em anteriores edições do Orçamento Participativo e pediu esclarecimentos sobre a retoma deste mecanismo de participação pública. Na reunião do executivo municipal, a vereadora social-democrata Ana Oliveira referiu que continuam por concretizar propostas vencedoras há vários anos, entre as quais a Casa Típica do Pego, o Circuito de Lazer e Zona de Manutenção e intervenções previstas na freguesia de Fontes. A eleita perguntou quando deverão estar concluídos os projetos em atraso e em que data pretende o município lançar uma nova edição do Orçamento Participativo.
O presidente da Câmara de Abrantes, Manuel Valamatos, afirmou que o executivo está a trabalhar na definição de um novo modelo, com o objetivo de reunir “o maior consenso possível” e garantir os princípios da participação democrática. O autarca adiantou, contudo, que a prioridade passa pela conclusão dos projetos aprovados nas edições anteriores. “A nossa ideia é olhar para um novo Orçamento Participativo quando tivermos também tudo o que é do orçamento passado concretizado”, declarou.
Manuel Valamatos considerou que não existe um modelo perfeito e explicou que a autarquia pretende aproveitar a experiência acumulada para criar um regulamento mais consensual e eficaz antes de abrir um novo período de apresentação e votação de propostas. O Orçamento Participativo de Abrantes encontra-se suspenso há vários anos. O município tem justificado a interrupção com o volume de investimentos em curso, muitos dos quais financiados por fundos comunitários e pelo Plano de Recuperação e Resiliência. Em reuniões anteriores, o executivo já tinha assumido que a conclusão das propostas vencedoras seria uma condição para retomar o processo. Ana Oliveira defendeu um acompanhamento mais próximo dos projectos e considerou que a câmara deve informar os cidadãos sobre o estado de execução das propostas escolhidas através do voto popular.


