Política | 27-07-2026 16:01

PSD de Abrantes questiona atrasos nos projectos do Orçamento Participativo

PSD de Abrantes questiona atrasos nos projectos do Orçamento Participativo

Executivo municipal afirma que só deverá lançar uma nova edição depois de concluídas as propostas vencedoras de anos anteriores.

O PSD voltou a questionar a Câmara de Abrantes sobre os atrasos na execução de projectos aprovados em anteriores edições do Orçamento Participativo e pediu esclarecimentos sobre a retoma deste mecanismo de participação pública. Na reunião do executivo municipal, a vereadora social-democrata Ana Oliveira referiu que continuam por concretizar propostas vencedoras há vários anos, entre as quais a Casa Típica do Pego, o Circuito de Lazer e Zona de Manutenção e intervenções previstas na freguesia de Fontes. A eleita perguntou quando deverão estar concluídos os projetos em atraso e em que data pretende o município lançar uma nova edição do Orçamento Participativo.
O presidente da Câmara de Abrantes, Manuel Valamatos, afirmou que o executivo está a trabalhar na definição de um novo modelo, com o objetivo de reunir “o maior consenso possível” e garantir os princípios da participação democrática. O autarca adiantou, contudo, que a prioridade passa pela conclusão dos projetos aprovados nas edições anteriores. “A nossa ideia é olhar para um novo Orçamento Participativo quando tivermos também tudo o que é do orçamento passado concretizado”, declarou.
Manuel Valamatos considerou que não existe um modelo perfeito e explicou que a autarquia pretende aproveitar a experiência acumulada para criar um regulamento mais consensual e eficaz antes de abrir um novo período de apresentação e votação de propostas. O Orçamento Participativo de Abrantes encontra-se suspenso há vários anos. O município tem justificado a interrupção com o volume de investimentos em curso, muitos dos quais financiados por fundos comunitários e pelo Plano de Recuperação e Resiliência. Em reuniões anteriores, o executivo já tinha assumido que a conclusão das propostas vencedoras seria uma condição para retomar o processo. Ana Oliveira defendeu um acompanhamento mais próximo dos projectos e considerou que a câmara deve informar os cidadãos sobre o estado de execução das propostas escolhidas através do voto popular.

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