Política | 30-07-2026 12:00
Tiago Carrão diz que recuperação de Tomar está longe do fim
Seis meses depois da passagem da tempestade Kristin, Tomar deixou para trás a fase de emergência, mas continua confrontado com uma recuperação longa e incompleta. Os prejuízos municipais ultrapassam os sete milhões de euros.
O presidente da Câmara de Tomar, Tiago Carrão, reconhece que o concelho ainda tem “muito trabalho” pela frente. A tempestade de 28 de Janeiro, seguida por novos temporais, deixou um rasto de destruição que atingiu património municipal, habitações, estradas, taludes, floresta e o rio Nabão. A floresta é agora uma das maiores preocupações. Com as temperaturas elevadas e o risco de incêndio, centenas de árvores derrubadas continuam a exigir trabalhos de limpeza e segurança. Na Mata Nacional dos Sete Montes prossegue a recuperação, incluindo a reparação urgente de um muro instável junto a habitações e a intervenção na Charolinha. A reabertura total está apontada para Outubro, embora possam ocorrer visitas condicionadas antes dessa data.
A Escola Básica da Junceira permanece encerrada. A autarquia pretende lançar este ano a empreitada de recuperação, admitindo que alguns danos poderão agravar-se com o regresso da chuva. Persistem ainda falhas na iluminação pública e situações precárias envolvendo cabos e postes. Embora a generalidade dos serviços de telecomunicações tenha sido reposta, o autarca considera que as operadoras devem acelerar as intervenções por razões de segurança.
Até agora, o município recebeu cerca de 800 mil euros de apoio, valor considerado insuficiente. Foram apresentadas cerca de mil candidaturas à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional para recuperação de habitações permanentes, tendo aproximadamente 700 recebido financiamento, num total próximo de três milhões de euros. O regulamento municipal “Recuperar Tomar” apoiou cerca de 40 candidaturas. Duas instituições particulares de solidariedade social mantêm prejuízos de centenas de milhares de euros, podendo obrigar a Câmara a procurar soluções complementares. Sabacheira, Além da Ribeira e Pedreira, Casais e Alviobeira e Olalhas estão entre as freguesias mais atingidas. Para Tiago Carrão a reflexão sobre fenómenos extremos tem de passar à acção, com mais investimento nas comunicações, energia e protecção civil. A emergência acabou, mas a recuperação de Tomar continua longe do fim.
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