Regulamento para cedência de instalações desportivas do Cartaxo continua por concretizar
Vereadora Luísa Areosa alerta para dificuldades no planeamento das associações devido à falta de regras e prazos. Vice-presidente garante que ausência do regulamento não compromete início da época desportiva.
O regulamento que deverá definir as regras de cedência das instalações desportivas dos agrupamentos escolares do Cartaxo a clubes e associações continua por concretizar, situação que voltou a motivar críticas da vereadora Luísa Areosa (Chega). Com Setembro próximo e o arranque de um novo ano lectivo e desportivo, a eleita considera que a ausência de critérios e prazos públicos dificulta o planeamento das colectividades.
Na reunião do executivo, Luísa Areosa questionou quais os contributos recebidos durante a consulta pública e defendeu que os dirigentes associativos não podem organizar actividades sem saber em que condições poderão utilizar os espaços. “Qualquer dirigente minimamente competente não pode fazer um planeamento das suas actividades estando à espera de uma coisa que ainda não está regulamentada”, afirmou. A vereadora levantou ainda dúvidas sobre os critérios usados actualmente, considerando que “são sempre os mesmos” a ter acesso às instalações. Luísa Areosa foi mais longe e apontou alegadas ligações familiares ou políticas entre responsáveis de algumas associações e elementos do PSD, defendendo que todos os munícipes e colectividades devem ser tratados de forma igual.
Pedro Reis, vice-presidente da câmara, e que presidiu à reunião, rejeitou qualquer favorecimento partidário e garantiu que nenhuma associação está impedida de utilizar os equipamentos. “O critério nunca foi e nunca será partidário”, afirmou, desafiando a vereadora a identificar alguma entidade à qual tenha sido negado o acesso. Acrescentou que as associações recebem as informações necessárias e assegurou que a inexistência do novo regulamento não coloca em causa o arranque das actividades.
O MIRANTE noticiou em Fevereiro que a Câmara do Cartaxo tinha dado o primeiro passo para criar um regulamento destinado a definir quem pode utilizar os equipamentos desportivos escolares e em que condições. Luísa Areosa já tinha defendido que o documento deveria ser construído ouvindo os professores e a comunidade educativa, alegando existir desconforto relativamente ao estado em que alguns espaços ficam depois de utilizados por entidades externas.


