Política | 04-09-2026 21:00

PRR: Alcanena cumpre principais investimentos e mantém aposta na habitação

PRR: Alcanena cumpre principais investimentos e mantém aposta na habitação

A Câmara de Alcanena chegou a 31 de Agosto, prazo limite do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), sem preocupações significativas nas obras financiadas pelo programa, mantendo investimentos na habitação com financiamento alternativo.

A Câmara de Alcanena chegou a 31 de Agosto, prazo limite do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), sem preocupações significativas nas obras financiadas pelo programa, mantendo investimentos na habitação com financiamento alternativo, disse o presidente da câmara. “Nós, do PRR, estamos a falar de muitos milhões em Alcanena, mas não há preocupações maiores”, afirmou Rui Anastácio (PSD) à agência Lusa.
Segundo o autarca de Alcanena, estão concluídas as intervenções nos dois centros de saúde e nas creches, enquanto a requalificação da Escola Secundária ultrapassou os 90% de execução. “A escola está pronta, os dois centros de saúde estão prontos. As creches estão prontas”, afirmou, acrescentando que, quando se fala “de tudo o que não é habitação”, o município está “a 100%”.
A intervenção na Escola Secundária representa um financiamento PRR de 6,33 milhões de euros (ME) e ultrapassou os 90% de execução, patamar previsto no mecanismo de “conclusão substancial” do PRR. Na saúde, o PRR atribuiu cerca de 1,69 ME à requalificação do Centro de Saúde de Alcanena e 686 mil euros à intervenção no pólo de Minde.
É na habitação que permanecem mais intervenções por concluir, tendo Rui Anastácio indicado que já foram entregues seis casas a custos acessíveis, existem mais 10 prontas e cerca de 150 estão em obra. A estratégia municipal “Habitar Alcanena” prevê um investimento superior a 40,5 ME em 308 fogos, dos quais 213 para habitação a custos acessíveis e 95 ao abrigo do 1.º Direito. Para assegurar a continuidade dos investimentos em habitação a custos acessíveis, o Governo acordou com o BEI uma linha de crédito de 1.340 ME, complementada por financiamento nacional.
As dificuldades de execução decorreram, segundo Rui Anastácio, da falta de resposta do mercado aos concursos, existindo nove obras de habitação que o município tentou adjudicar duas ou três vezes sem sucesso. “Houve uma pressão excessiva e um tempo demasiado curto, o que acabou por não permitir fazer algumas obras”, afirmou. O autarca considerou que a concentração de investimentos num período reduzido contribuiu ainda para encarecer as empreitadas, defendendo que o PRR deveria ter sido negociado com um prazo mais alargado. “Não há capacidade instalada para aquilo que se quis fazer em tão pouco tempo e isso inevitavelmente reflete depois no aumento dos preços”, declarou.

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