PRR: Barquinha conclui 13 fogos e transfere restantes obras para outros fundos
Vila Nova da Barquinha concluiu 13 fogos de habitação social financiados pelo PRR, enquanto investimentos na saúde e habitação a custos acessíveis transitam para outras fontes de financiamento.
Vila Nova da Barquinha concluiu 13 fogos de habitação social financiados pelo PRR, enquanto investimentos na saúde e habitação a custos acessíveis transitam para outras fontes de financiamento, disse o presidente da câmara municipal. “Relativamente às obras que tínhamos em PRR, aquilo que se conseguiu executar, cumprindo os prazos totalmente, foram as obras do 1.º Direito, da habitação”, afirmou Manuel Mourato à agência Lusa.
Segundo o autarca, as intervenções nos 13 fogos estão concluídas, tendo a recepção provisória ocorrido há cerca de duas semanas. O investimento global ascende a 1,38 milhões de euros (ME), acrescido de IVA, financiado pelo Programa de Apoio ao Acesso à Habitação – 1.º Direito, integrado no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). As intervenções abrangeram imóveis em Vila Nova da Barquinha e Moita do Norte, através da reabilitação e reconversão de edifícios para reforçar o parque habitacional municipal.
Entre os investimentos que não foram concluídos no âmbito do PRR encontra-se a intervenção de eficiência energética no Centro de Saúde de Vila Nova da Barquinha, que tinha um financiamento atribuído de cerca de 293 mil euros e que, segundo Manuel Mourato, deverá transitar para o Portugal 2030. Também fora do PRR, prossegue a construção de 12 fogos de habitação a custos acessíveis, na Rua D. Maria II, numa empreitada de cerca de 1,86 ME que o presidente da câmara situou actualmente em cerca de “40% de execução”. A conclusão está prevista para o final de dezembro, estando ainda por clarificar qual a fonte que assegurará o financiamento após a saída do PRR.
O autarca considerou “exigente” o calendário de execução do PRR e apontou a falta de mão-de-obra e os concursos desertos como algumas das principais dificuldades enfrentadas pelos municípios. Manuel Mourato considerou ainda que os municípios mais pequenos tiveram dificuldades acrescidas na contratação, perante a maior atractividade de empreitadas de valores superiores noutros territórios.


