Concurso falha e obras na ETAR da Golegã voltam à estaca zero
As duas propostas apresentadas ultrapassaram em mais de 20% o valor previsto pela Câmara da Golegã. Autarquia admite preocupação com a perda de dois a três meses num processo considerado vital para o concelho.
O processo para a reabilitação, renovação e conservação da rede de saneamento e da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) da Golegã sofreu um revés e vai ter de regressar à estaca zero. O concurso público lançado pelo município terminou sem qualquer proposta aprovada, obrigando a Câmara Municipal a preparar um novo procedimento. O assunto foi discutido na reunião do executivo de 28 de Agosto. As duas entidades que concorreram apresentaram valores que ultrapassavam em mais de 20% o montante previsto para a empreitada, inviabilizando a adjudicação.
A situação mereceu a preocupação unânime dos autarcas, sobretudo pelo atraso que representa num processo considerado prioritário. O município estima que tenham sido perdidos entre dois e três meses com o procedimento agora encerrado. O presidente da Câmara da Golegã, António Camilo, classificou a intervenção como “um ponto vital” para o concelho. A oposição defendeu que, no próximo caderno de encargos, deve ficar claramente definido um preço máximo para a empreitada. No procedimento anterior esse limite não estava especificado, tendo os dois concorrentes apresentado propostas bastante acima do valor de referência.
A intervenção na rede de saneamento e na ETAR já vinha a ser preparada há vários meses. Em Maio, a Câmara da Golegã aprovou por unanimidade uma candidatura a financiamento para a reabilitação e conservação da rede de saneamento do concelho, prevendo um investimento global na ordem de um milhão de euros, com IVA incluído. O município terá agora de lançar novo concurso, numa tentativa de recuperar o tempo perdido e avançar com uma obra que o executivo considera essencial para melhorar as infraestruturas de saneamento do concelho.


