Política | 21-09-2026 21:00

Empreiteiro da Loja do Cidadão do Cartaxo ainda não pagou multa

Empreiteiro da Loja do Cidadão do Cartaxo ainda não pagou multa
João Heitor

Obra está parada desde Julho com apenas cerca de 30% de execução. Município prepara uma empreitada autónoma para resolver problemas na cobertura traseira do edifício e consolidar a zona junto ao talude, enquanto continua sem solução para concluir a intervenção principal.

A empresa que deixou por concluir a futura Loja do Cidadão do Cartaxo ainda não pagou a multa aplicada pela câmara Municipal, três meses depois. A autarquia prepara-se agora para executar a caução e admite recorrer a outros mecanismos para recuperar os valores em dívida. A informação foi avançada pelo presidente da câmara, João Heitor, na reunião do executivo de 3 de Setembro, depois de o vereador socialista Ricardo Magalhães ter voltado a questionar o município sobre uma obra que está parada desde Julho, com apenas cerca de 30% dos trabalhos executados e sem novo empreiteiro para concluir a intervenção.
Ricardo Magalhães quis saber se já tinha sido lançado um novo procedimento de contratação, se havia uma actualização dos custos previstos para acabar a obra e se a empresa anterior tinha entretanto liquidado a penalização aplicada pelo município. João Heitor confirmou que a multa continua por pagar. Garantiu, no entanto, que a câmara vai executar a caução e poderá avançar com outras medidas para cobrar os montantes em falta. O autarca revelou ainda que está a ser preparada uma nova empreitada, mas sublinhou que não se destina a concluir a Loja do Cidadão. Trata-se de uma intervenção específica na zona traseira do edifício, que prevê trabalhos na cobertura e o enchimento do espaço até ao talude, com o objectivo de consolidar aquela área. Segundo João Heitor, já foram feitas consultas ao mercado e está a ser preparado o procedimento de contratação, que poderá avançar por concurso público ou consulta prévia.
Mais incerto continua o futuro da empreitada principal. O município ainda não contratou uma nova empresa para retomar os trabalhos nem dispõe de uma estimativa actualizada do custo necessário para concluir a obra. O MIRANTE já tinha noticiado que a futura Loja do Cidadão ficou sem empreiteiro em Julho, depois de a empresa responsável ter deixado a intervenção com cerca de 30% de execução. Na altura, João Heitor confirmou a cessação do contrato, assegurou que o município tinha comunicado os atrasos ao Ministério da Modernização Administrativa e aplicado as penalidades previstas. O presidente da câmara reconheceu também que um novo concurso deverá fazer subir a factura da obra, sendo os custos adicionais suportados pelo município e, em última instância, pelos munícipes.

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