Política | 26-09-2026 09:19

Câmara do Entroncamento garante que nenhuma criança ficou sem almoço por causa de dívidas

Câmara do Entroncamento garante que nenhuma criança ficou sem almoço por causa de dívidas

Autarquia esclarece polémica com refeições escolares e garante que os alunos que permaneceram na escola foram alimentados. No caso levado à reunião de câmara, o município diz que foi o pai que decidiu ir buscar a filha depois de ter sido contactado.

A Câmara do Entroncamento garante que nenhuma criança ficou sem refeição na escola devido a valores em dívida e esclarece que, no caso que desencadeou a polémica, foi o encarregado de educação que decidiu deslocar-se ao estabelecimento de ensino e levar a filha consigo. O esclarecimento surge depois de Fernando Maurício ter relatado, na última reunião do executivo, que recebeu uma chamada da Escola Básica António Gedeão, cerca das 11h30, informando-o de que a filha não tinha almoço e que teria de a ir buscar. O encarregado de educação reconheceu não ter regularizado atempadamente as marcações das refeições e o carregamento do cartão escolar, mas considerou “inadmissível” que uma criança pudesse ficar sem comer e criticou a forma como a situação foi comunicada.
Em comunicado divulgado esta sexta-feira, 25 de Setembro, o município apresenta uma versão mais detalhada dos acontecimentos. “No caso que veio a público, o encarregado de educação foi contactado e decidiu deslocar-se à escola para levar consigo a criança. Não foi recusada alimentação a uma criança que tivesse permanecido na escola”, assegura a autarquia. Acrescenta que, nos casos em que não foi possível contactar os pais com valores em dívida, os alunos permaneceram na escola e receberam as respectivas refeições. Na reunião de câmara, o presidente do município, Nelson Cunha, tinha assumido que “a decisão foi da câmara” e explicado que os encarregados de educação com dívidas tinham recebido três mensagens de correio electrónico, além dos avisos feitos no início do ano lectivo. O autarca afirmou também ter sido comunicado que, a partir de 21 de Setembro, “as refeições serão cortadas a quem tem dívidas”, embora tenha reconhecido que, apesar do corte anunciado, as crianças acabaram por ser servidas.
A câmara sustenta agora que foram cumpridos os procedimentos de comunicação e defende uma “cultura de responsabilidade partilhada”, lembrando que cabe também aos encarregados de educação acompanhar as obrigações relacionadas com os serviços escolares e responder às comunicações recebidas. Município e Agrupamento de Escolas Cidade do Entroncamento garantem ainda que estarão atentos a eventuais sinais de alerta social. Situações que possam configurar perigo ou desprotecção das crianças poderão ser avaliadas e, quando se justifique, sinalizadas à Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ). “As questões administrativas devem ser resolvidas pelos meios próprios. A protecção e o bem-estar das crianças estarão sempre acima de qualquer questão dessa natureza”, conclui a câmara.

Mais Notícias

    A carregar...
    Logo: Mirante TV
    mais vídeos
    mais fotogalerias