Política | 29-09-2026 18:28

Dívida da Câmara de Santarém é a mais baixa dos últimos trinta anos

Dívida da Câmara de Santarém é a mais baixa dos últimos trinta anos
João Teixeira Leite - foto O MIRANTE

Presidente da Câmara de Santarém veio esclarecer leituras "enviesadas" relativamente às contas do município no final do primeiro semestre, que apontavam para uma subida da dívida, e garante que o valor registado em meados de Setembro é o mais baixo das últimas três décadas: 29,3 milhões de euros.

A dívida global da Câmara de Santarém atingiu o valor mais baixo dos últimos trinta anos, fixando-se em meados de Setembro nos 29,3 milhões de euros, revelou o presidente do município, João Leite (PSD), na última reunião do executivo.
O autarca voltou ao assunto na reunião do executivo de 28 de Setembro por considerar que notícias publicadas há duas semanas sobre a situação financeira da autarquia no final de Junho tinham alguns números “enviesados”, nomeadamente em relação ao valor total da dívida, apontado para os 31,3 milhões de euros, segundo o relatório e contas semestral da autarquia.
“A informação saiu enviesada sobre o resultado financeiro do primeiro semestre de 2026. Expliquei claramente que o resultado do primeiro semestre na questão da dívida tinha muito que ver com as facturas que tinham chegado nos últimos dias de Junho e que não foram pagas nesse mesmo dia e portanto foram contabilizadas como dívida. Era dívida a fornecedores e de curto prazo”, explicou João Leite.
O presidente garantiu que, no dia 19 de Setembro, a Câmara de Santarém voltou a ter a dívida mais baixa dos últimos trinta anos, referindo que é algo de que o executivo de maioria PSD se orgulha. “Num ano de intempéries, num ano de forte investimento público, continuar com o rigor financeiro é condição essencial para enfrentarmos o futuro”, afirmou.
Menos entusiasta foi a avaliação do vereador da oposição Pedro Ribeiro (PS), mencionando que a execução da receita corrente do município estava nos 56,8% em meados de Setembro, a despesa corrente estava nos 59,2% e, o que considerou “mais preocupante”, quase no final de Setembro a taxa de despesa de capital, relacionada com os investimentos, está nos 25%.

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