Torres Novas chama Entroncamento à equação para transportar alunos que estudam nas escolas torrejanas
Autarca considera “pertinente” a preocupação com o transporte de alunos do Entroncamento que frequentam escolas de Torres Novas e admite abordar o problema com o município vizinho. Mais de 400 alunos do Entroncamento estudam nos agrupamentos torrejanos.
O presidente da Câmara de Torres Novas, José Trincão Marques (PS), admite procurar com o presidente da Câmara do Entroncamento, Nelson Cunha (Chega), respostas para a situação dos alunos daquele concelho que frequentam escolas torrejanas e que se deslocam diariamente entre os dois municípios. O autarca considera “pertinente” a questão dos transportes e admite que possa ser discutida uma eventual comparticipação de custos.
O assunto foi levantado na última reunião pública por José Carola, vereador do Chega na Câmara de Torres Novas, que alertou para situações de crianças que vêm de comboio do Entroncamento para frequentar as escolas torrejanas e que são acompanhadas no percurso por irmãos mais velhos.
José Carola defendeu que Torres Novas não é responsável pela situação e considerou que a responsabilidade cabe sobretudo ao município de origem dos alunos, neste caso o Entroncamento. Ainda assim, entende que as duas autarquias devem procurar uma solução conjunta que permita assegurar o transporte destas crianças até às escolas em condições de segurança.
Em resposta, José Trincão Marques reconheceu que há cada vez mais residentes de outros concelhos a frequentar os estabelecimentos de ensino de Torres Novas. A dimensão da realidade, tal como O MIRANTE já tinha noticiado é significativa. Dos 4.475 alunos matriculados este ano lectivo na rede pública torrejana, 644 vivem fora do concelho, e só do Entroncamento são 432, dos quais 353 frequentam o Agrupamento de Escolas Artur Gonçalves e 79 o Agrupamento de Escolas Gil Paes.
Sobre os transportes, Trincão Marques admitiu que o assunto pode ser colocado directamente ao presidente da Câmara do Entroncamento. O autarca referiu que iria estar com Nelson Cunha no âmbito da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo e que esta seria uma questão que poderia ser abordada nesse contexto, com uma eventual comparticipação dos custos a ser apontada como possível solução. O autarca socialista reconheceu que, ultrapassado determinado número de alunos, os encargos com esta realidade podem onerar significativamente o município torrejano.


