Política | 01-10-2026 21:00

Alcanena regista subida acentuada da receita nos últimos seis anos

Alcanena regista subida acentuada da receita nos últimos seis anos

Município passou de cerca de 11 milhões de euros de receita cobrada em 2020 para 28 milhões em 2026. Executivo atribui crescimento à captação de financiamento e ao aumento das candidaturas, mas oposição questionou alertas do revisor de contas sobre procedimentos contabilísticos ainda por regularizar.

A receita cobrada pela Câmara de Alcanena mais do que duplicou nos últimos seis anos, passando de cerca de 11 milhões de euros em 2020 para 28 milhões em 2026. Os números foram apresentados pelo presidente da autarquia, Rui Anastácio, na reunião de 21 de Setembro, durante a apreciação das contas do primeiro semestre. Segundo o autarca, a receita manteve-se na ordem dos 11 milhões de euros entre 2020 e 2022, subindo para 13 milhões em 2023, 19 milhões em 2024, 24 milhões em 2025 e 28 milhões este ano. Rui Anastácio salientou que se trata de dinheiro efectivamente cobrado e rejeitou que o crescimento resulte de maior carga fiscal, defendendo que o município tem vindo a reduzir os impostos municipais.
O presidente atribuiu a evolução ao aumento do número de candidaturas e a uma maior procura de financiamentos por parte da autarquia, permitindo também ampliar o volume de investimento e de obra realizada no concelho. A análise das contas ficou, no entanto, marcada pelas observações do Revisor Oficial de Contas. O vereador socialista Samuel Frazão questionou referências a informação contabilística em falta, facturas por regularizar e encargos ainda não reflectidos nas contas do semestre.
O vice-presidente e responsável pelas Finanças, Nuno Silva, reconheceu a existência de procedimentos por corrigir, incluindo movimentos pendentes de reconciliação bancária relativos a 2022 e 2023 e atrasos na validação de facturas. Garantiu, contudo, que a lista de situações pendentes tem vindo a diminuir e destacou o aumento do activo municipal em cerca de 12 milhões de euros em seis meses, assim como a redução das dívidas a fornecedores e dos encargos com empréstimos.

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