Política | 09-10-2026 15:00

Autarca de VFX vai dizer à ministra do Ambiente que não aceita expansão do aterro

Autarca de VFX vai dizer à ministra do Ambiente que não aceita expansão do aterro
Fernando Paulo Ferreira - foto arquivo O MIRANTE

Governo não pretende encerrar o aterro sanitário de Mato da Cruz, em Vila Franca de Xira, mas sim expandi-lo. Uma solução que não agrada ao município.

O presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, Fernando Paulo Ferreira (PS), diz estar preocupado com a futura operação do aterro de Mato da Cruz, na Calhandriz, e solicitou uma reunião com a Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, para discutir o tema. Em causa estão as declarações da governante a O MIRANTE sobre o futuro do aterro, que ao contrário das aspirações da comunidade deverá continuar a funcionar durante mais anos que o inicialmente previsto. “Já solicitámos essa reunião até para transmitir à ministra o me parece óbvio: a câmara não aceitará o alargamento do aterro nem o aumento da sua área de exploração. Outra coisa é torná-lo mais eficaz no seu funcionamento, desde que sem alargar a sua dimensão”, defendeu Fernando Paulo Ferreira.
Apesar do autarca notar que o aterro “recebeu ao longo dos anos menos resíduos que o previsto”, admite que ele ainda não esgotou a sua capacidade. “Mas não queremos que aumente de tamanho e é isso que vamos dizer à ministra”, alertou. O autarca reagiu depois da governante dar a entender que o aterro de Mato da Cruz, explorado pela Valorsul na Calhandriz, não irá fechar portas tão cedo, já que para o governo o futuro não passa por criar uma alternativa ao equipamento existente mas sim ir permitindo a sua expansão gradual. “Temos um grupo de trabalho sobre os aterros e estamos a aumentar a capacidade dos aterros existentes com novas células, alguns deles já em licenciamento ambiental”, explicou a governante ao nosso jornal, confirmando que não há localização alternativa em cima da mesa para Mato da Cruz.
O assunto foi também levantado na última reunião de câmara pela vereadora da CDU, Cláudia Martins, que lamentou as declarações da ministra e lembrou que as populações já convivem há 28 anos com os impactos do aterro. “Se a situação já era grave mais grave ficou. Isto tem impactos directos na nossa população há demasiados anos. A câmara tem a obrigação de defender e intervir, defendendo os interesses da população do concelho”, criticou.
Em Mato da Cruz, recorde-se, a licença ambiental expirou a 27 de Junho mas a Valorsul já pediu autorização à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) de Lisboa e Vale do Tejo para o manter em funcionamento durante mais tempo. O aterro possui em exploração as células 1, 2 e 3 de resíduos urbanos, encontrando-se em curso um processo para a reengenharia da célula 2, para que continue a operar para lá da actual licença ambiental, tendo para isso a Valorsul já solicitado um procedimento integrado de licenciamento, segundo a CCDR.

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