Município quer fazer da Quinta do Queimado um espaço de valorização em Vila Nova da Rainha
Plano municipal para a Quinta do Queimado, em Vila Nova da Rainha prevê travar a expansão dos armazéns de logística, criar um espaço social, alargar a Avenida Gago Coutinho e recuperar um edifício ligado à história da aviação portuguesa.
A Quinta do Queimado, em Vila Nova da Rainha, pode vir a ser transformada num espaço de valorização da vila, com uma componente social e outra dedicada à memória da aviação. As intenções foram reveladas pelo presidente da Câmara de Azambuja, Silvino Lúcio, na última sessão da assembleia municipal, onde anunciou que o município vai apresentar um estudo para aquele terreno.
O autarca socialista adiantou que uma das prioridades é impedir que a expansão dos armazéns continue a partir do terreno que pertence ao município. Por se tratar de um espaço urbano, a câmara pretende estudar a possibilidade de criar ali um equipamento social onde, entre outras utilizações, seja possível realizar assembleias municipais e outras iniciativas da comunidade.
O projecto deverá incluir ainda o alargamento da Avenida Gago Coutinho e a recuperação da casa associada aos primórdios da aviação em Vila Nova da Rainha que foi alvo de um incêndio há uns anos. A intenção, disse, é instalar nesse edifício um museu dedicado à aviação e ao papel que a vila desempenhou na história aeronáutica portuguesa.
Silvino Lúcio respondia ao munícipe Paulo Simões, que alertou para o risco de Vila Nova da Rainha ficar cada vez mais cercada por estradas, logística e futuras infraestruturas ferroviárias, defendendo que a Quinta do Queimado deve ser aproveitada para devolver qualidade de vida à população.


