Política | 13-10-2026 18:00

Horários dos autocarros geram críticas em Vila Franca de Xira

Horários dos autocarros geram críticas em Vila Franca de Xira

Aos domingos faltam carreiras para a cidade universitária e quem vive nas aldeias tem de se levantar antes das cinco da manhã para chegar a horas ao trabalho. Presidente da câmara admite que são precisas melhorias e vai encaminhar queixas para as empresas.

Os horários dos autocarros da Carris Metropolitana e da Boa Viagem que servem várias aldeias do concelho de Vila Franca de Xira, em particular durante a semana de madrugada e aos fins de semana, ainda estão longe de responder às necessidades da comunidade e na última semana voltaram a ouvir-se queixas de moradores sobre o assunto.
Um dos exemplos foi deixado na última reunião de câmara de Vila Franca de Xira por Catarina Rosa, moradora de Trancoso (São João dos Montes), que lamenta o término em Setembro do ano passado da carreira da Boa Viagem que lhe permitia chegar a horas ao emprego no Campo Grande.
“Vinha muita gente nessa carreira que me permitia sair em Alverca para apanhar o comboio regional para Lisboa e entrar às 08h00 no trabalho. Agora este novo autocarro só chega a Alverca às 07h30, e isso é só para quem tem horário de funcionário público. Esqueceram-se de quem vive na província”, criticou. A situação tem obrigado Catarina Rosa a comprar um passe alternativo para ir para Lisboa que, ao invés do Navegante de 40 euros, lhe custa agora 100 euros. “Apanho o autocarro às 05h30 da manhã e tenho de percorrer cinco concelhos para chegar ao trabalho: VFX, Arruda, Loures, Odivelas e Lisboa e depois uma bela caminhada para antes das 07h00 estar no Campo Grande. Por favor intercedam junto da Boa Viagem para melhorar isto”, apelou.
Também Ruben Matos, que vive na Quinta da Grinja em Vila Franca de Xira, lamentou a falta de oferta de autocarros, no caso, da Carris Metropolitana aos domingos. Segundo o morador, a linha 23-31 durante a semana opera de meia em meia hora e ao sábado de hora em hora. Mas ao domingo só passa cinco vezes ao dia. “Transporta 60 mil pessoas por mês e passa cinco vezes ao dia ao domingo. Não se percebe porque motivo isto acontece. É preciso que haja sinergias da parte da câmara com a empresa para melhorar isto. Vejo pessoas a andar ao sol e à chuva ao domingo por não haver autocarro”, lamentou.

* Notícia desenvolvida na edição impressa de O MIRANTE

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