Política | 14-10-2026 09:21
CDU responsabiliza PSD/IL e Chega pelo impasse na Junta da Póvoa e Forte da Casa
Marco Santos, eleito pela CDU na Assembleia de Freguesia da Póvoa de Sta. Iria e Forte da Casa
A falta de entendimento para constituir o executivo da Junta da Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa mantém-se, depois de mais uma assembleia inconclusiva. A CDU acusa as forças políticas que lideraram a solução autárquica de estarem na origem da crise e exige maior transparência na gestão.
A CDU responsabiliza a Nova Geração (PSD/IL), o Chega e o movimento político de António Inácio pela instabilidade política na União das Freguesias de Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa. Recorde-se que a Assembleia de Freguesia extraordinária de 6 de Outubro terminou sem que fosse possível susbstituir os eleitos do executivo da junta que renunciaram ao cargo.
Em comunicado, a coligação alerta para as consequências do impasse na gestão da freguesia e aponta a baixa execução do investimento previsto no orçamento como um dos sinais das dificuldades. Até Junho de 2026, tinha sido executado apenas 2,7% do investimento orçamentado para o ano, segundo os dados citados pela CDU.
A coligação considera que a instabilidade política não pode comprometer a realização de obras, a disponibilização de equipamentos e serviços e a resposta aos problemas da população. A CDU atribui também ao PS a situação de abandono e desinvestimento que, afirma, marcou os últimos mandatos em que esteve à frente da junta.
A CDU exige que a Assembleia de Freguesia tenha acesso a informação completa e detalhada sobre a gestão da Junta e anuncia que vai reforçar a fiscalização da actividade do executivo.
No mesmo comunicado, acusa o PSD, a IL, o Chega e o movimento de António Inácio de colocarem as aspirações individuais à frente dos interesses da população. Como exemplo, aponta o atraso no pagamento dos salários de Dezembro e do subsídio de Natal aos trabalhadores da Junta, que relaciona com a discussão sobre a distribuição de avenças entre eleitos.
A coligação garante que continuará a acompanhar e a mobilizar a população, nomeadamente em torno da questão do estacionamento tarifado, que permanece por resolver. Reitera ainda o apoio aos trabalhadores da junta na defesa dos seus direitos.
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