Política | 19-10-2026 17:32
Torres Novas quer criar motor de desenvolvimento económico junto ao nó da A1 com a A23
Municípios de Torres Novas e Alcanena estão a trabalhar na criação de uma grande zona industrial com cerca de 500 hectares, junto ao nó de ligação da A1 à A23. Presidente da Câmara de Torres Novas considera esta localização estratégica para o futuro económico do concelho e da região.
O presidente da Câmara de Torres Novas, José Trincão Marques, revelou na reunião pública do executivo municipal desta segunda-feira, 19 de Outubro, que estão a decorrer contactos e trabalhos conjuntos com o município de Alcanena para desenvolver uma grande área industrial junto ao nó de ligação das auto-estradas A1 e A23. A intenção é criar uma zona empresarial com cerca de 500 hectares, aproveitando terrenos dos dois concelhos e a localização privilegiada junto a dois dos principais eixos rodoviários do país.
Segundo o autarca, Torres Novas dispõe de cerca de 300 hectares naquela zona, aos quais se juntam quase 200 hectares do concelho de Alcanena. José Trincão Marques adiantou que voltou a abordar o assunto com o presidente da Câmara de Alcanena no próprio dia da reunião, sublinhando que o projecto está a avançar de forma gradual. “É um processo que está paulatinamente a ser desenvolvido e concretizado”, afirmou, acrescentando que a dimensão da área disponível abre perspectivas importantes para a captação de investimento. “Dá para fazer muita coisa interessante ali e que pode contribuir para o desenvolvimento do concelho”, considerou o socialista.
A ambição passa por criar uma zona industrial de referência, capaz de atrair empresas e gerar actividade económica, num trabalho articulado entre os dois municípios e que envolve também o apoio de outras autarquias do Médio Tejo. “Não quero estar a adiantar muito, mas estamos a trabalhar afincadamente”, vincou.
O presidente da câmara defendeu ainda que a localização escolhida reúne condições particularmente favoráveis para a instalação de empresas, não só pela proximidade às principais vias de comunicação, mas também pelas características dos terrenos. Trata-se de uma área plana, cuja vocação industrial ficará prevista no Plano Director Municipal (PDM), permitindo, na perspectiva do autarca, conciliar o crescimento económico com a protecção ambiental e o bem-estar das populações. O objectivo é desenvolver uma zona empresarial “com qualidade, com atractividade para empresas” e sem causar grandes prejuízos à qualidade de vida dos residentes ou ao ambiente.
José Trincão Marques apontou esta futura área industrial e o desenvolvimento empresarial de Riachos, junto à ferrovia, como dois dos principais eixos de crescimento económico de Torres Novas nos próximos anos. “Aí é que é o futuro”, afirmou.
A aposta agora anunciada surge na sequência de projectos empresariais já em desenvolvimento nos dois concelhos. Em Alcanena, a primeira fase das infraestruturas do parque empresarial, junto à A1 e à A23, foi consignada em Julho de 2025, num investimento de 6,66 milhões de euros e com um prazo de execução de 540 dias. O parque tem uma área global prevista de 140 hectares, segundo informação divulgada pela autarquia. Na altura, já tinha sido tornada pública a intenção de trabalhar com Torres Novas para aumentar a escala do projecto.
Em Julho de 2024, recorde-se, a câmara deliberou avançar com a elaboração do Plano de Pormenor do Parque Empresarial da Zibreira, igualmente situado junto ao nó da A1 com a A23. A área é identificada nos instrumentos de ordenamento como uma das principais portas logístico-empresariais do Oeste e Vale do Tejo, reforçando a importância estratégica da localização para a instalação de novas actividades económicas.
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