Política | 21-10-2026 10:00
Golegã reclama estatuto de baixa densidade para atrair empresas e investimento
Câmara da Golegã quer que o concelho seja reconhecido como território de baixa densidade para beneficiar de mais apoios financeiros, incentivos fiscais e oportunidades de investimento. O presidente do município, António Camilo, considera injustificada a exclusão da Golegã de um regime que já abrange vários concelhos vizinhos.
A Câmara da Golegã está a preparar um memorando técnico para reivindicar junto do Governo a integração do concelho nos territórios de baixa densidade. O presidente da autarquia, António Camilo, defende que esta classificação é fundamental para reforçar a competitividade das empresas, atrair investimento e criar emprego. “Acho que não faz sentido a Golegã não ser considerada território de baixa densidade”, afirmou à agência Lusa, lembrando que concelhos vizinhos como Chamusca, Constância, Abrantes, Mação e Sardoal já beneficiam desse estatuto.
A principal vantagem, segundo o autarca, seria o acesso a apoios financeiros mais favoráveis, com majorações que poderão ultrapassar os 20%, além de benefícios fiscais, nomeadamente ao nível do IRC. A classificação permitiria ainda reforçar os incentivos à contratação de trabalhadores e ao desenvolvimento de projectos empresariais, incluindo o alargamento da zona industrial da Golegã. O turismo, particularmente o sector equestre, é outra das áreas que António Camilo considera poder beneficiar de melhores condições de financiamento no âmbito do Portugal 2030. O autarca acredita que o novo enquadramento poderá abrir oportunidades para operadores turísticos e investidores privados.
A autarquia criou uma equipa técnica para fundamentar a reivindicação, que será apresentada ao grupo de trabalho governamental responsável pela revisão dos critérios, à Associação Nacional de Municípios Portugueses e a outras entidades. António Camilo garante ter recebido sinais positivos do Governo. A câmara pretende que todo o concelho seja abrangido pelo regime, mas admite, caso essa pretensão não seja aceite, defender pelo menos a inclusão das freguesias da Azinhaga e do Pombalinho.
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