Assembleia do Cartaxo chumba proposta do Chega para criar assistente virtual com inteligência artificial
Proposta para estudar a implementação de um assistente virtual nos serviços municipais foi rejeitada, apesar da abertura manifestada pelo executivo camarário. O Chega acusa a autarquia de continuar atrasada na modernização tecnológica e na inclusão digital.
A Assembleia Municipal do Cartaxo rejeitou uma recomendação do Chega para estudar a criação de um assistente virtual com inteligência artificial, destinado a facilitar o acesso dos cidadãos a informações sobre serviços e procedimentos municipais. A proposta acabou chumbada com 12 votos contra, oito a favor e seis abstenções. A iniciativa previa a implementação faseada de uma ferramenta digital no portal do município, capaz de responder às dúvidas dos munícipes com base em informação oficial validada. O assistente não teria competências para tomar decisões administrativas e deveria estar claramente identificado como um sistema de inteligência artificial. O Chega propunha ainda envolver as escolas do concelho na escolha do nome da ferramenta e procurar financiamento nacional e europeu.
O vice-presidente da Câmara do Cartaxo, Pedro Reis, manifestou abertura à ideia, considerando que a inteligência artificial é “o futuro”, mas questionou a possibilidade de cumprir o prazo de 180 dias previsto para apresentar um estudo de viabilidade. O proponente, Miguel Ribeiro, aceitou retirar esse prazo. As maiores críticas surgiram na bancada do PSD. Pedro Mesquita Lopes considerou que a proposta ultrapassava o âmbito de uma recomendação, funcionando como uma orientação ao executivo. Já José Augusto questionou os custos da implementação. Miguel Ribeiro defendeu que a solução poderia recorrer a software de código aberto e à infra-estrutura informática existente, sem encargos adicionais significativos. Perante a rejeição, acusou os restantes eleitos de contribuírem para que o Cartaxo continue atrasado nas novas tecnologias e na inclusão digital.


